Capitalismo, Sistema mixto, Comunismo, mentiras e crise

Versión PDFVersión PDF

Está crise está provocando a maior guerra em anos entre sistemas económicos. Mas gostaria, primeiro, sintetizar algúns conceitos nos que a maioria da populaçom está trabucada por influência de todos os factores políticos e económicos existentes na nossa sociedade.

 

Hoje em dia existem três sistemas económicos dos quais só um está em funcionamento na Europa e em quase todo o mundo, que é o “sistema mixto”. Para nom confundir a populaçom com centos de calificativos, que para os economistas e politólogos têm muita importância, mas acho que só servem para ocultar a principal linha ideológica das pessoas, tratarei de introduzir nestes sistemas as doutrinas, correntes, opinións e posicionamentos políticos e económicos mais comuns.

 

A grandes rasgos e para simplificar faremos a seguinte classificaçom:

 

- Capitalista: Sistema no que a propiedade privada é a sua base fundamental junto coa liberdade de empresa e cuja única motivaçom é o benefício. Onde o mercado é quem marca preços, interesses, trabalho, etc. O Governo no sistema capitalismo redúce-se até um simple protector do próprio sistema, e só se encargaria da justiza e seguridade assim como do poder legislativo para defender os mercados e o poder político da classe dominante.

Aquí introduciríamos: liberais, neoliberais, conservadores, a chamada dereita em geral, aos que denominaremos capitalistas para concretar.

 

- Comunismo: Sistema no que o Estado, em representaçom da colectividade, é o propietário dos meios de produçom. Nom existe iniciativa privada na atividade económica. Garantíza-se a distribuçom igualitária da renta e a riqueza. O Estado encargaria-se de fijar preços, produçom, etc. Desapareceriam as classes socias assim como a explotaçom e o comunismo em si mesmo leva a desapariçom do estado.

Aquí entrariam: leninistas, estalinistas, maoistas, marxistas, socialistas, etc, aos que denominaremos comunistas em geral.

 

- Mixto: Sistema que mixtura o capitalismo e o comunismo, no que a base económica é o capitalismo mas introducindo ao Estado na regulaçom dos mercados assim como garantizador e suministrador de serviços e bens básicos (sanidade, educaçom, transporte, fijaçom de preços, dereitos laborais e civís, etc), o que é chamado hoje em dia o “estado de benestar”.

Aquí introducimos: progressitas, socialdemocratas (socialistas), a chamada esquerda em geral, aos que ante umha falta de denominaçom original referiremos-nos como partidários do sistema mixto.

 

Umha vez feita esta classificaçom esquemática e matizavel mas acho que muito prática e aclarativa para muita gente intentaremos explicar a crise.

 

Vivemos num Estado cum sistema económico mixto, nom num capitalismo. Isto é umha obviedade mas é ocultado nos meios de comunicaçom assim como polos capitalistas, comunistas e partidários do sistema mixto. Esta ocultaçom fai que a maioría da populaçom crea que vive no capitalismo, que no capitalismo o Estado garante-lhe umha sanidade e educaçom pública e gratuita, pensóns, dereitos dos trabalhadores, subsídios, etc, quando é mentira. Essa mesma populaçom quando é perguntada polo sistema económico no que lhes gostaria viver optam polo capitalismo devido a esse erro (ademais de anos e anos de manipulaçom nos meios de informaçom). Nom se dam conta que quando saem a rua a defender esse “estado de benestar”, o que defendem no fundo, é a parte do comunismo instalada no sistema mixto?

Entom, por quê isse desleixo dos comunistas e partidários do sistema mixto para subsanar o erro?

Pode ser por um excesso de purismo dos comunistas polo que se negam a ver que no sistema mixto há umha parte do comunismo por pequena que seja, que pode fazer ver a gente o que realmente defende?

Pode ser que os partidários do sistema mixto transformarom-se numha espécie de burocrácia financiada polo capital a que nom lhe interessa realmente ajudar a populaçom se nom manter o seu status?

Acho que seguir chamando capitalismo ao sistema mixto no que vivemos é um erro muito importante que fai que seja muito mais complicado que a populaçom saiba o que se joga nesta crise, e seja muito difícil saber que onde nos levam os nossos dirigentes é ao verdadeiro capitalismo, onde o Estado queda reduzido a sua mínima expressom e nom proporcionará ninhum serviço que nom seja de pseudo-segurança ou pseudo-justiça.

 

Mas volvamos à crise. Esta comezou pola falta de financiamento devido as actividades espaculativas no mercado financieiro, esto levou que os Estados tiveram problemas para conseguir fondos, coas sabidas consecuências para a populaçom. Isto pode traduzir-se em que a parte do capitalismo do sistema mixto ante a falta de regulaçom eficiente estourou, mas o problema vem ao nom reparar isse capitalismo mediante a proibiçom das actividades e produtos financieiros especulativos (proibiçom dos activos financieiros a futuro, as operaçons ao descuberto, etc), controlando os movementos de capital, separaçom da banca comercial da banca adicada a inversóns financieiras, criaçom dumha banca pública que garanta o financiamento da populaçom, mudança dos estatutos do Banco Central Europeo para que preste dinheiro direitamente aos Estados (o BCE presta aos banco nacionais o dinheiro que lhe dam os próprios estados ao 1%, e estes a continuaçom pretam-lho aos Estados a um 4,5,6,7,ou 8%), mesmo pago de impostos por rentas de capital que por rentas de trabalho, proibiçom dos paraisos fiscais, tasa as operaçons de capitais, etc, etc.

Nom, o que fam os capitalistas é atacar a parte comunista do sistema mixto, o chamado “estado do benestar”. Tratam de destruir o sistema mixto e assim chegar ao capitalismo e acadar os derradeiros e mais lucrativos negócios que lhes quedam por conseguir, a sanidade, a educaçom, control total sobre energias, plans de pensóns, dependência, etc, e todo coa protecçom do estado que só exerceria como polícia privada dos seus interesses.

Algum pode pensar que os recurtes som necessários, já que os mercados financieiros som quase impossiveis de controlar (mentira) e nom queda outra, ainda assim, pode ver-se que os recurtes só atacam aos pilares do “estado do benestar”, sanidade, educaçom, serviços sociais e direitos. Mentras estas partidas som recurtadas brutalmente outras sem relevância social importante e nas que a populaçom nom notaria os recurtes nom se vem afectadas ou minimamente, como som, deportes (aumentou este ano o seu orzamento), igreja, casa real, compra de armas (estam comprometidos mais de 20.000 milhóns para os próximos anos), exército (só a volta das tropas em misóns internacionais aforraria mais de 200 milhóns de euros), deputaçons (a sua desapariçom aforraria mais de 20.000 milhons de euros), delegados do governo, subdelegados do governo, ministérios (já que a maioria têm as transferências cedidas as comunidades), etc, etc.

Além disto utilizam o argumento de que nom há dinheiro, quando em plena crise derom-lhe e vam-lhe dar milheiros de milhóns de euros aos bancos, ou o dado, ínfimo em comparçom de cifras co anterior, mas nom menos relevante do aumento dum 50% dos assessores do governo.

 

Basta já do mensagem capitalista de que a súa é a única saida possivel, isso é mentira. Os partidários do sistema mixto (muitos dos seus integrantes estam rendidos ao capital, de aí muitas das suas medidas e atitudes) e os comunistas devem fazer ver a povoaçom as alternativas que há e explica-las sabendo o difícil que é superar a manipulaçom e a censura dos meios de comunicaçom capitalistas, por desgraça maioritários.

 

Nesta crise (produzida polo capitalismo) esta-se a desenvolver umha guerra entre os sistemas económicos, e a populaçom joga um papel muito importante e decisivo para inclinar a balança. O problema vem quando um pergunta-se, está preparada? Sabe o que se joga?

Outras colaboraçons...
Publicidade