Quem somos?

O galizalivre.org é um projeto informativo que nasceu há uma década, no Dia da Pátria Galega de 2001, sendo no seu dia um dos portais senlheiros na nossa língua. Desde então sucederam-se distintas etapas, cada uma com os seus obstáculos (dificuldades económicas, ataques informáticos, etc.) e êxitos, mas sempre com a mesma ideia de fundo: oferecer informação acerca do conflito nacional e social da Galiza sem passar através de nengum filtro dos meios empresariais e/ou espanhóis, contribuir, na medida do possível, para exercer a soberania informativa e fornecer ferramentas para a emancipação. O portal galizalivre.org mantivo durante estes anos um “jornalismo de guerra” para essa aniquilação que todo o mundo silencia, essa barbárie quotidiana e banalizada que destrui serras, rios e rias, mares, culturas, economias solidárias e morais, etc. Esta constante atenção à violência estrutural, à violência simbólica (especialmente na destruição da cultura galega), à repressão e corrução policial, etc., marcaram a linha editorial junto com outro propósito em positivo: servir de caixa de ressonância a todos os movimentos populares que, para além das brigas institucionais e mediáticas, estavam e estão a trabalhar para construir umha naçom e um mundo livres.

Além do trabalho informativo, o de formação também tivo o seu papel, com a tradução de textos noutras línguas que poderiam servir de ferramentas para entender e transformar a Galiza atual; com a divulgação –também pioneira em muitos sentidos– da história do arredismo galego e outros projetos que vivemos como uma herdança valiosíssima, tal é o caso do periódico arredista de Buenos Aires A Fouce. E todo isto sempre escrito na nossa ortografia histórica, outro dos emblemas do portal.

Com o mesmo nome, o galizalivre.org tem um antecedente noutro jornalismo de guerra, este sem aspas, no periódico semanal editado em Buenos Aires por iniciativa do já centenário Luís Seoane e José Nunes Bua: o Galicia Libre. Esta publicaçom nasce no 18 de Junho de 1937, e mantém-se durante uns meses, centrada sobretodo no apoio ao povo galego durante a Guerra Civil, e na denúncia dos crimes do fascismo através de todo tipo de meios (de desenhos até colaborações literárias).

Mas agora queremos dar-lhe um futuro ao nosso passado, novos formatos e novas pessoas, para seguirmos a construir a mesma casa comum.

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