02/09/10

Orquestra Olympus e narcotráfico da mao pola verbena galega

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Ramom Campos / Longe de esvaezer-se, a polémica criada polas actuaçons discriminatórias da orquestra Olympus está a crescer como umha bola de neve. A partir dum informante que acudiu a este portal pudemos saber da relaçom da orquestra Olympus com o narcotráfico galego. Neste cenário da verbena galega dançam da mao a homofobia, o machismo e o racismo, num espectáculo alimentado polo dinheiro do narcotráfico de cocaína que analisaremos nesta reportagem.

 

As origens da Olympus

 

A orquestra Olympus pertence ao Grupo Musical Olimpus S.L., criado no 1999 em Negreira sendo seu fundador e proprietário José Ferreiro Magariños. Em poucos anos a orquestra posicionou-se como umha das mais cotizadas do verao galego, nom tanto polo seu talento musical como pola sua capacidade para adquirir grandes recursos humanos e técnicos: um grande cenário (ampliado várias vezes; a última este ano, inaugurando-o em Parada, Ordes), ecráns, sofisticadas equipas de luzes e plataformas, equipas de vídeo, dous camions, microbus, e contratando os vocalistas mais famosos.

 

A sua andaina começou realmente no 2002, e no 2003 La Voz de Galicia dedicava-lhe umhas páginas sinalando que a orquestra “consolidou-se em tam só um ano como umha das melhores formaçons que assomam cada temporada estival dentro do pujante panorama de verbena...”. Mas de onde saiam o dinheiro para tam espectaculares dispositivos técnicos?

 

O proprietário: José Ferreiro Magariños

 

José Ferreiro, fundador da Olympus, começou os seus negócios em Negreira reparando carros e vendendo automóveis de importaçom, que gostava de conduzir pola vila. Conforme ia melhorando economicamente montou umha discoteca (Discoteca Olimpus S.L.), também em Negreira, e no 1999 começou com a orquestra, como já relatamos. Em tandem com Pacita Blanco Fernández agrupou várias empresas das que era administrador (Discoteca Olimpus S.L.) ou administrador único: Taller Eléctrico Campos S.L., Gasolineras A Barquina S. L., Talleres y Grúas Campos S. L. e o Grupo Musical Olimpus S. L.

 

Umha das maiores cargas de cocaína da história na Galiza

 

Todo parecia ir sobre rodas para José Ferreiro e a orquestra Olympus, até que no 2003 se efectua a “Operaçom Retro”, que destapa umha carga de 283 fardos de cocaína, uns 6.640 kilos, que chegárom à costa galega a bordo do “South Sea”. O principal acusado, Carlos Somoza, involucrou os dous cabeças das organizaçons galegas que participavam no desembarco: Roberto Leiro e Manuel Mejuto. Na rede logística de Mejuto estava também o seu filho, José Antonio Míguez e José Ferreiro Magariños, que se encarregariam do transporte da droga chegada de América do Sul. Quando Magariños foi detido em Esteiro (Muros), no 11 de Outubro de 2003, foi detida também umha mulher, da que desconhecemos a identidade, que ficou em liberdade sem cargos.

 

Finalmente o dono da Olympus foi condenado a 11 anos e seis meses de prisom, e a sendas multas de 69.610.000 euros, por um delito contra a saúde pública em relaçom com “substáncia que causa grave dano à saúde em cantidade de notória importáncia”..

 

Reordenaçom empresarial

 

No Outubro de 2005 Pacita Blanco Fernández ficou como sócia única da Olympus, e no 2009 nomeia-se como apoderada, e também de Talleres y Gruas Campos. Assim, tem capacidade para assinar papeleio, fazer gestons no banco em nome da empresa, etc. A nível penal, o proprietário é o único responsável polas actividades da empresa, de jeito que o administrador -neste caso José Ferreiro- fica livre de responsabilidades. Por outra parte, a gasolineira de José Ferreira domiciliada em Porto Carreiro, que está ao seu nome (é o único titular, sócio e administrador), embora foi constituída como empresa em 1999, desde esse ano nom há nengum dado de movimentos nela no Registo Mercantil.

 

O líder sobre o cenário: Antonio Moreira Arjones “Peke”

 

Se o proprietário e líder oculto está em cadeia, sobre os cenários o líder visível da Olympus é Antonio Moreiras Arjones, “Peke”. Nado no 9 de Março de 1975 em Mondariz, começou aos doze anos a sua carreira profissional nas orquestras. Actualmente é o director e encarregado da Olympus, o seu chefe em bastidores e sobre o cenário.

 

“Peke” é normalmente o protagonista nas actuaçons da Olympus das “brincadeiras” homófobas, racistas e machistas, assim como o principal agitador espanholista, uniformado com a camisola da selecçom de futebol de Espanha. Mas foi o seu comunicado em resposta à notícia que publicou este portal dando conta do seu espectáculo racista e homófobo no passado 15 de Agosto em Ordes, quando se desatou o escándalo que chegou a toda a imprensa comercial. No comunicado, umha ameaça de violência de gênero coroava um rosário de insultos: “quiero y deseo que le den por el culo, y si es una chica me gustaría darle una patada en la cona”.

 

Ao momento o oportunista colectivo LGTB vinculada ao PP, “Colega Galicia”, capitalizou os protestos nos mídia, anunciando que denunciaria a Olympus por apologia da violência de gênero. A mesma participaçom da Olympus no Encontro Internacional de Orquestras organizado polo Jacobeu em Ceia pendeu dum fio.

 

Tratava-se só dumha coreografia na que Peke se retractou das suas ameaças sem demasiada convicçom para salvar a actuaçom. Mediaticamente ficou aí o conto, mas umha olhada mais atenta revela um reiterado emprego da violência verbal por Peke. Sem ir mais longe, a finais do passado Julho publicava outro comunicado no blogue da orquestra com ameaças violentas a uns jovens que atacaram a actuaçom da orquestra em Loronho (Sás), lançando copos ao cenário; nele dizia: “Nosotros tenemos que empezar a amputar manos y a colgarlos al sol con una cuerda para que ese tipo de gente maduren un poquito al sol, porque ellos solo no madurarán nunca en la vida.”

 

Se eu fosse homófobo nom teria a este maricom do caralho na orquestra”

 

Umha cousa foi o comunicado público que o Jacobeu lhe exigiu à Olympus para poder actuar em Ceia, e outra as atitudes que mostrárom nos cenários. Na actuaçom de Rebordechám (Crecente) do 21 de Agosto, dia no que a denúncia chegara à imprensa, Peke organiza sobre o cenário um número para explicar-se, que se torna umha acto e afirmaçom. Nele enceta um discurso populista no que se mostra a si próprio como um homem escravo do trabalho e que dá todo pola família e pola orquestra (nom obstante gosta de falar nas suas cançons de “morrer no cenário” e “suar sangue”); aparece escoltado por dous músicos que em nengum momento falam; afirma que se ele fosse racista nom o teria na orquestra ao músico negro que está ao seu lado, e tendo à sua esquerda um músico homossexual, declara que se ele fosse homófobo nom teria “a esta maricom” na orquestra. Curiosa exculpaçom que leva dentro a própria inculpaçom. Remata inventando acusaçons da imprensa, dizendo que supostamente lhe proibem dizer “grácias” e lhe exigem o normativo “graças”, num estudado exercício de populismo. (Pode-se ver aqui o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=I-dV_Qg04_U). Dous dias depois, em Parga (Guitiriz), repite ponto por ponto o mesmo número, só acrescentando que se ele fosse homófobo nom teria a este “maricom do caralho” (sic) na orquestra. (O vídeo pode-se consultar aqui: http://www.youtube.com/watch?v=rHLLAsJqges&feature=related ).

 

O populismo da Olympus com o galego é de manual. Página web e blogue da orquestra estám em espanhol, traduzindo inclusive os topónimos (Creciente). O galego só tem lugar no seu espectáculo nas actuaçons paródicas (como quando sai ao cenário umha velha “ghalhegha”) e saídas de tom.

 

Apologia do consumo de drogas

 

Como costuma passar, quando se desata um escándalo deste tipo, todo o que até este momento era tolerado e assumido como normal, deixa de sê-lo. O affaire da Olympus colocou a outras orquestras no ponto de mira, e pola rede denuncia-se a existência de idênticos espectáculos homófobos na Panorama, outra das grandes orquestras galegas. Em várias páginas web denuncia-se também a apologia do consumo de drogas que se dá sobre os cenários, agravados se couber, sabendo do encarceramento do proprietário da Olympus por narcotráfico.

 

O blogue anticaciquil “Subcomandante Marcos da Portela” está a promover na rede umha campanha contra a actuaçom da Olympus na paróquia ordense de Poulo no vindouro 24 de setembro. A denúncia está avalada por umhas 170 pessoas e entidades, entre as que se contam numerosos grupos de música da comarca, e mesmo políticos locais como concelheiros ou deputados no Parlamento galego. No citado blog um leitor indica que “Este verán en varias festas na Costa da Morte, o "ben educado" peke, gritaba eufóricamente a un grupo de menores que se apilaba en primeira fila do palco: "Quién está borracho aquí??!!!! os rapaces eufóricos alzaban as mans orgullosos do seu lamentable estado. Posteriormente o "Peque" volvía a preguntar: " Quién está hasta arriba de farlopa??!!!!" e os máis atrevidos levantaban euforicamente as mans, eso sí, despois de ver que tanto o peque como o seu acompañante tamén a levantaban orgullosos de formar parte de ese colectivo consumidor. En tódalas festas que os vin, incitaron ao consumo...”, dado que ainda nom pudemos verificar.

 

O nacionalismo espanhol nom falta no menu reaccionário da Olympus, reservando um momento de cada actuaçom a umha exaltaçom do patriotismo espanhol através do futebol, e mesmo num hesitárom abraçar o militantismo, realizando um cartaz com os seus músicos disfarçados de soldados. Já a poucos lhe surprenderá que patriotismo espanhol, homofobia, machismo, racismo e narcotráfico volvam a ir da mao.

 

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