18/01/11

Mais de 5000 famílias galegas perdêrom a sua vivenda por embargo desde o início da crise

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Redacçom / Trascendêrom onte os dados publicados polo Conselho Geral do Poder Judicial relativos aos despejos de vivendas no Reino de Espanha. Os dados que atingem à Galiza dam conta dumha outra faciana da crise, adoito esquecida, tam dramática como o próprio desemprego. Exactamente 5583 famílias galegas -apenas no território da CAG- fôrom legalmente expulsas da sua morada deste o estoupido da crise financeira, no ano 2007.

O eufemismo para tais operaçons é 'execuçom hipotecária'. Por outras palavras, aquelas famílias com um ou vários membros no desemprego que já nom podem afrontar o pagamento da hipoteca padecem um rápido processo judicial que culmina com a expulsom.

A tendência nom deixa nenhum lugar a dívidas: no ano 2007 assistímos 'apenas' a 701 embargos, enquanto nos primeiros nove meses de 2010 a cifra já superou os 1400 casos. Em qualquer caso, a cifra é inferior à dos 2053 embargos do ano 2009.

Galiza atlántica mais afectada.

Como se poderia supor, aquela Galiza com mais dinamismo económico e mais alto grau de mercantilizaçom padeceu de maneira especialmente intensa o auge dos despejos. Se consultarmos a estatística organizada em 'províncias', veremos que nestes últimos quatro anos 2320 famílias de Ponte Vedra padecêrom os despejos; a cifra atingiu as 2212 na Crunha. Na realidade, som os dados da grande conurbaçom galega Ferrol-Tui, que contrastam com os 558 despejos de Lugo e os 493 de Ourense.

Polémica com a banca.

Conhecedores da impopularidade da medida, vozeiros da banca manifestárom o seu 'escasso interesse' em despejar ninguém, e esclarecêrom que o embargo é a 'última medida' que tomam, quando todas as outras vias de amanho se fecharam. Assi o recolhia onte a imprensa comercial, que acrescentava aliás que a banca nom tinha demasiado interesse em acumular uns bens imóbeis que 'já sobram'. Em termos totalmente contrários se pronunciou Adicae, umha associaçom espanhola que representa milhares de usuários de banca. Para a entidade, a medida é ainda mais abusiva, pois existem casos em que ao banco nom lhe resulta suficiente o embargo da casa. No caso em que este resulte insuficiente para pagar a hipoteca (devido à devaluaçom do imoble), a família continua a pagar polo bem perdido.

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