18/09/12

Guarda Civil deu malheira a Xurxo

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Jurjo Rodrigues Olveira.JPG

Redaçom/ A Guarda Civil bateu no militante galego Xurxo Rodrigues Olveira. Vários punhetaços que lhe provocárom umha visível hinchaçom no rosto. A denúncia fijo-a ele mesmo, durante o registo que praticárom os pistoleiros espanhóis na sua morada, o sábado, horas depois da sua detençom. Lá pudo falar brevemente com algum familiar, a quem lhe contou a agressom.

Desde esse momento Xurxo, ao igual que Carlos, Diego e Héctor, encontram-se em detençom incomunicada, nos calabouços da Guarda Civil (Diego, Héctor e Xurxo) e da Polícia Nacional (Carlos). Privados do direito a ser assistidos por um advogado ou de comunicar-se com a família, as condiçons que cria a "lei anti-terrorista" tenhem sido denunciadas anualmente por organismos como Amnistia Internacional ou o Conselho de Europa, posto que amparam interrogatórios ilegais onde com freqüência se empregam torturas e pressons físicas e psicológicas para forçar declaraçons auto-inculpatórias. Se bem até o presente as forças repressivas nom tenhem aplicado a tortura aos detidos e detidas galegas relacionadas com a luita armada independentista posterior ao EGPGC, o certo é que em cada ocasiom se aplica a legislaçom de exceçom, criando o temor e a incertidume nas famílias e amizades dos detidos. 

 

Poderiam passar hoje e amanhá à Audiência Nacional

Segundo fontes dos advogados de Ceivar, parece ser que os detidos nom esgotariam o prazo de cinco dias (três ordinários, prorrogáveis outros dous) de detençom incomunicada. Na manhá desta terça-feira passaria a declarar perante o julgado número 5 da Audiência Nacional o companheiro Carlos Calvo, enquanto na manhá da quarta-feira o fariam os outros três detidos. Esta diferença explicaria-se polo facto de serem corpos policiais diferentes os envolvidos nas detençons.

 

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