Feijoo poderia entregar 35 milhons do IGAPE à empresa que gerirá a incineradora do Irijo
Redaçom/ A crise fiscal do Reino de Espanha está a ponto de salvar a vizinhança do Irijo da poluiçom da chamada “Sogama do Sul”. Suportada por um complexo equilíbrio financeiro e pola teimuda obstinaçom do PP, a incineradora de lixo necessita recursos públicos para funcionar, mas nem os concelhos nem o Estado se amossam dispostom a fornecer-lhos. A Junta, por meio do Instituto Galego de Promoçom Económica (IGAPE) está disposta a pôr a sua parte, umha injeçom milionária que se faz pública ao tempo que se promovem recurtes orçamentares em ensino, saúde e gastos de pessoal.
Quem paga a obsessom de Feijoo?
O plano inicial baseava a rendibilidade da incineradora nos subsídios à energia eólica. Isto argalhou-se da seguinte maneira: a empresa Estela Eólica obtinha a concessom de umha série de aerogeradores, cuja energia era subvencionada generosamente polo Estado espanhol, e em troca punha em andamento um “plano industrial” que incluía a incineradora do Irijo. Como demonstra a experiência de Sogama, a quem os concelhos adividam 24 milhons de euros, a incineradora nom é rendível de seu, mas ao ir vinculada com os moinhos de vento subsidiados, o conjunto seria um bom negócio.
Umha das primeiras medidas para paliar a bancarrota fiscal espanhola, aprovada por Zapatero, foi a cancelaçom das “primas às renováveis”, os subsídios que tornavam rendível economicamente tanto a energia eólica como a solar, indústrias em que as despesas superam as receitas. Desta maneira, o complexo argalhado por Estela Eólica perdeu de súbito toda hipótese de rendibilidade, até o ponto de a empresa ameaçar com abandonar o projeto de incineradora.
Umha possível salvaçom do projeto passaria por aumentar as receitas da incineradora. Atualmente Sogama fatura 57 euros por cada tonelada de lixo que processa (ou que armazena), o que nom dá para pagar os custos. O problema é que quem paga som os concelhos, cujo estado financeiro é mais calamitoso ainda que o do Estado espanhol. De facto, nem sequera estám a aboar as dívidas com a planta de Cerceda.
IGAPE apoiará iniciativas “viáveis, solventes e que criem emprego”
Interrogado por Fernando Blanco (o dirigente do BNG que gerira o falido concurso eólico do bipartito), Javier Aguilera, diretor do IGAPE, negou que se tenha recebido nengumha “proposta formal” de Estela Eólica, mas ao próprio tempo adiantou que a Junta considera que a incineradora do Irijo é um projeto “ambicioso” e que o IGAPE tem a obriga de financiar empresas “viáveis, solventes e que criem emprego”. Aliás, segundo os seus cálculos (que já tinha feito, apesar de nom lhe ter chegado “nengumha proposta formal”) poderiam entregar-se até 35 milhons de euros à empresa, constituindo 15,55% do capital total investido na planta.


