Nova perseguiçom a família galega por nom escolarizar umha filha
Redaçom/ Um casal de Castro Caldelas tivo que ir declarar durante duas horas perante umha juiza a passada segunda-feira, imputados por um suposto delito de "abandono". É o segundo caso conhecido na Galiza em que a educaçom em casa chega até os julgados, depois da família de Sada que, enfim, ganhou este ano a sua batalha.
Chivataço da antiga escola
O caso chegou ao conhecimento do Estado por causa de Marcial Lorenzo, diretor da escola em que a menina fora matriculada anos atrás. Ao cumprir os seis anos e chegar portanto à etapa obrigatória de escolarizaçom, o diretor denunciou a família perante a Inspeçom educativa, que logo transferiu o caso à Fiscalia de Menores. O facto de a família ter enviado à menina a um centro de ensino quando tinha três anos revelou-se assim o erro inicial, já que umha vez se faz parte dos arquivos de Educaçom é impossível passar despercebido. Ao invés, outras famílias que nunca matriculárom os filhos nom chegam a ter problemas judiciais, posto que nom existem para o sistema educativo.
"Abandono" ou "negativa ao abandono"
Ao fio da sentença absolutória ditada a favor da família sadense, os pais da menina, Rocio e Jorge, criticam a imputaçom por "abandono", umha vez que precissamente o facto polo que som perseguidos consiste em se negarem a deixar a nena na porta da escola. Em lugar de a abandonar nas maos da instituiçom estatal, eles mesmos se fam cargo da sua educaçom, polo que rejeitam a acusaçom respondendo que "fazemos todo o contrário, todo o tempo está connosco; o cómodo seria tê-la oito horas num colégio". A menina matriculou-se numha instituiçom estado-unidense para o ensino infantil à distáncia, de maneira que nom se pode acusar à família de negar-lhe o direito à educaçom. Porém, a Constituiçom espanhola obriga nom só a educar, mas especificamente a "escolarizar", o que torna ilegal a desescolarizaçom. Porém, que seja ilegal nom significa que se poda imputar aos pais o delito de "abandono", como se está demonstrando nos últimos casos.
Apesar do precedente esperançador, Rocio e Jorge estám mentalizados para um processo longo. Assim e todo, confiam nas suas possibilidades e estám decididos a continuar no seu caminho. Nom pensam levá-la de novo a um colégio em que já estivo quando tinha três anos, e do que "voltava cada dia mais desmotivada, era umha luita levá-la cada dia; agora é feliz".
O diretor declara a favor da família
Apesar de ser o desencadeante da perseguiçom judicial, o diretor declarou também diante da juíza, e fijo-o em favor dos pais. "Som uns pais mui conscientizados com a educaçom da sua filha", reconheceu.


