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26 de Xullo de 2008 |
A reivindicaçom de soberania congregou mais de 2000 pessoas em Compostela Revalidando o sucesso do passado ano, a plataforma Causa Galiza convocou em Compostela o mais activo da base social soberanista. Militantes de partidos e movimentos populares diversos, sindicalistas, activistas anti-repressivos, sócios de centros sociais e independentistas sem nenhuma filiaçom saírom da Alameda sobre as 14:00h, seguidos de longe por um dispositivo policial formado por grilheiras e um helicóptero. Na arenga final, as e os vozeiros da plataforma chamárom a "nom abandonar o projecto histórico da emancipaçom galega".
Desde primeira hora da manhá, o passeio central da Alameda foi o lugar ocupado polos postos de todas as organizaçons independentistas para expor o seu material e distribuir a sua propaganda, ante a olhada surprendida dos turistas. Manifestaçom. A manifestaçom de Causa Galiza tardou em sair mais do habitual, e dava os seus primeiros passos às 14:00h, realizando o percurso habitual. O acto estava presidido por umha grande faixa com a legenda "soberania nacional", e seguido por centos de bandeiras galegas, insígnias comunistas, e simbologia de alguns solidários de outras naçons: Catalunha, País Basco ou Castela. As consignas coreadas lembrárom a penosa realidade laboral do país, a desfeita da Terra, o fraude do governinho bipartido, ou as presas independentistas, cuja situaçom foi recordada polo organismo Ceivar na Praça da Galiza. O ambiente tensou-se no começo da Rua do Hórreo, onde estavam situadas as unidades de intervençom da polícia espanhola, poucas horas depois da carga e dos enfrentamentos da madrugada por parte da zona velha. Acto político. Umha vez na Praça do Toural, Charo Lopes leu as saudaçons de todas as organizaçons internacionais, de Bretanha a Catalunha. A seguir, Pedro Alonso leu o manifesto elaborado por Causa Galiza, que resumia os princípios fundacionais da plataforma, e analisava os pontos mais salientáveis da conjuntura política: desencanto com o bipartido, crise económica e pulo das correntes autodeterministas. Jantar. As duas jornadas de trabalho intenso rematárom no Parque de Belvis, com um jantar de convívio organizado pola mesma Causa Galiza, que reuniu por volta de 200 pessoas. Consenso autonomista. Por seu turno, o BNG fijo umha demonstraçom de força no seu acto eleitoral da Praça da Quintana, reunindo perto de 20000 pessoas. Como primeiro passo para as vindouras eleiçons ao parlamentinho da CAG, o partido autonomista organizou um vistoso acto que serviu para a base social revalidar as grandes linhas de actuaçom recentes: aliança com o empresariado autóctone, plano energético, exigência do AVE, e "políticas sociais" artelhadas por volta das conselharias de vivenda e vicepresidência. O programa regionalista e centrista adereçou-se na Quintana com parte da velha simbologia, que foi desempoeirada para a ocasiom: bandeiras comunistas e berros de "independência" sofocados polos alto-falantes da organizaçom. |
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Última Atualização ( 26 de Xullo de 2008 )
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Opiniom
Entrevista a Ramom Lôpez-Suevos em Gralha
 Seguimos trazendo de novo à luz conteúdos do periódico Gralha que, além do seu evidente interesse histórico, continuam a apresentar certa vigência no actual cenário político. É este o caso da entrevista a Ramom Lôpez-Suevos, do outono de 1997, no que se debulham temas de inegável importância 13 anos depois: a evaporaçom ideológica do nacionalismo institucional (“Começando polo Bloco, dizer que hoje é mais um partido do sistema onde nom se aprecia ideologia nenhuma”), a obsolescência dos partidos (“nos últimos anos, as únicas cousas interessantes nascérom à margem dos partidos, desde o reintegracionismo até o movimento de insubmissos”), a dissociaçom entre ideologia de vida e ideologia eleitoral (“Umha das cousas mais interessantes a dizer do nacionalismo nos últimos anos é que quanto mais aumentam os votos menos se nota na gente, por exemplo na evoluiçom da língua”), o colonialismo económico e cultural (“Desde logo há umha subordinaçom económica, umha opressom política e um esmagamento cultural total do país. Tudo isto está concatenado. Poderiamos-lhe chamar colonialismo versom europeia”), a independência como única opçom democrática (“Opto pola independência total. Independência até para cedê-la ou para negociá-la. Na Europa desde logo seria melhor ser um estado que umha regiom da Espanha”), a relaçom com a lusofonia (“Por outra parte, há que primar por todos os meios a relaçom com Portugal por razões culturais, geopolíticas e de contrarrestas as forças centrípetas e também por razões económicas”) e mesmo a situaçom da universidade galega (“A universidade sempre foi um factor colonizador. Sempre o foi e segue-o sendo mas hoje em dia nom se vê resposta”) |
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Formaçom
Luís Soto: “A Castelão e a mim figeram-nos membros de honra da Federação Mundial de Sociedades Negras”
Neira Vilas: Qual era a missão concreta que o governo da República lhe encomendou a Castelão em Cuba o ano 1938?
Luís Soto: “Castelão, junto com Virgínia, a sua dona, acabava de voltar da União Soviética, aonde foram no verão desse ano, numa comissão presidida por outro galego, Galhoso, de Ourense. Castelão manifestava-se mui bem impressionado por aquela visita. Eu figem-lhe então duas intervius, uma em Frente Rojo e outra em Nova Galiza, periódico do 5.º Corpo de Exército, que se publicava no frente e que eu dirigia. Sobre esta viagem dizia-me, entre outras cousas: “Se o experimento social feito polo povo da URSS, tão transcendente e significativo, tivesse fracassado, teríamos de estar sempre agradecidos a este povo maravilhoso e a esse partido tão certeiro e inteligente, que se sacrificava pola paz e pola liberação da classe trabalhadora. Mas como este experimento trunfou definitivamente, estenderá-se polo mundo inteiro e temos de seguir este espelho e este exemplo”. |
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