| Repressom e resistência |
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| 09 de Outubro de 2008 | |
Espanha julgará Giana e Ugio nos próximos 3 e 4 de Novembro Após mais de três anos de prisom preventiva, o juizo contra Giana Gomes e Ugio Caamanho (militantes independentistas acusados dumha acçom com bomba contra a sede central de Caixa Galicia) já tem data: celebrará-se nos próximos dias 3 e 4 de Novembro em Madrid, na secçom primeira da sala do penal da Audiência Nacional. A notícia era conhecida na tarde de onte através do organismo anti-repressivo Ceivar, que presta assistência jurídica aos prisioneiros e que já anunciou que fletará autocarros para manifestar no tribunal de excepçom espanhol a solidariedade e o apoio aos combatentes galegos.
Os factos Giana Gomes e Ugio Caamanho foram detidos no 23 de Julho de 2005 em Compostela, após a colocaçom dum artefacto explossivo na sede central de Caixa Galicia, acçom da que a polícia espanhola os fai responsáveis. Se bem, no seu momento, a versom dos factos difundida polos meios de comunicaçom relatava -entre outras invençons- que Ugio fora detectado e seguido desde a sua entrada em Compostela até a suposta colocaçom do artefacto "graças ao extraordinário dispositivo de segurança despregado na cidade", o levantamento do segredo de sumário desminte agora aquelas elucubraçons, dando a conhecer que o militante independentista foi detido apenas por levantar as suspeitas dum polícia que vigiava a sucursal bancária atacada. No momento do seu apreijamento, e sempre segundo o sumário que obra em maos da Audiência Nacional, Ugio informou a polícia da existência dumha mochila com explossivos no caixeiro automático da rua de Montero Rios, para que esta assegurasse a zona. Giana, pola sua banda, foi feita prisioneira horas depois da deflagraçom da bomba, quando se dispunha a colher um autocarro na estaçom de Compostela. A sabotagem saldou-se com quantiosos danos materiais, e sem mais dano pessoal que a detençom da e do independentista. A fiscalia solicita agora umha pena de 18 anos de cárcere para ela e de 21 para ele (cuja petiçom é maior pola suposta utilizaçom de documentaçom falsa). Umha intensa trajectória militante que continúa na prisom Giana Gomes e Ugio Caamanho som conhecidos activistas do independentismo galego desde há anos, acumulando nas suas costas um denso currículo de compromisso, trabalho e entrega em favor do país e da luita pola sua libertaçom. Giana começou a sua militáncia no movimento estudantil compostelano, desenvolvendo desde a Faculdade de História e desde AGIR um papel importante na batalha contra a LOU. Depois faria parte de outras organizaçons do movimento como NÓS-UP ou a AMI, das que foi responsável comarcal de Ponte-Vedra (a sua cidade de origem), se bem os seus maiores esforços no período prévio à sua detençom fôrom encaminhados ao levantamento do Centro Social "A Revira". Ugio, pola sua banda, começou a trabalhar pola Galiza de mui novo, participando na criaçom no 1996 em Compostela a secçom de ensino meio de Estudantes Independentistas (EI) e a assembleia comarcal da AMI. Desde a organizaçom juvenil desenvolveu um papel central no impulsionamento do Processo Espiral (que desembocou na constituiçom de NÓS-UP), sendo com apenas 19 anos responsável de organizaçom da Assembleia popular da Comarca de Compostela (APC). Ao mesmo tempo, o seu trabalho foi fundamental no impulsionamento de meios de comunicaçom alternativos como este portal electrónico ou o periódico Novas da Galiza, assim como nos primeiros passos do Centro Social "A Fouce" de Bertamiráns. Desde a sua detençom, o compromisso político e humano de ambos nom tenhem feito mais que adaptar-se às novas circunstáncias, mantendo intactas a sua coerência, a sua entrega e a sua vitalidade. Tanto ela como ele tenhem participado em conflitos em defesa dos seus próprios direitos ou dos de outras companheiras e companheiros nas prisons, ao tempo que participam da actividade no exterior através das suas reflexons e propostas políticas (algumhas publicadas num blogue acessível desde a web de Ceivar, ou em meios de comunicaçom alternativos). No cárcere, dedicam o seu tempo ao estudo, à leitura (no caso de Giana, também ao desenho e à pintura) e à convivência pessoal e política com militantes de outros países. Em três anos de encarceramento e dispersom, Giana conheceu as prisons de Soto del Real (Madrid) e Brieva (Ávila), enquanto Ugio passou por Soto del Real, Valdemoro (Madrid), Cáceres e, após umha tentativa de fuga, Puerto de Santa Maria (Cádiz). |
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| Última Atualização ( 09 de Outubro de 2008 ) |
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Após mais de três anos de prisom preventiva, o juizo contra Giana Gomes e Ugio Caamanho (militantes independentistas acusados dumha acçom com bomba contra a sede central de Caixa Galicia) já tem data: celebrará-se nos próximos dias 3 e 4 de Novembro em Madrid, na secçom primeira da sala do penal da Audiência Nacional. A notícia era conhecida na tarde de onte através do organismo anti-repressivo Ceivar, que presta assistência jurídica aos prisioneiros e que já anunciou que fletará autocarros para manifestar no tribunal de excepçom espanhol a solidariedade e o apoio aos combatentes galegos.
Seguimos trazendo de novo à luz conteúdos do periódico Gralha que, além do seu evidente interesse histórico, continuam a apresentar certa vigência no actual cenário político. É este o caso da entrevista a Ramom Lôpez-Suevos, do outono de 1997, no que se debulham temas de inegável importância 13 anos depois: a evaporaçom ideológica do nacionalismo institucional (“Começando polo Bloco, dizer que hoje é mais um partido do sistema onde nom se aprecia ideologia nenhuma”), a obsolescência dos partidos (“nos últimos anos, as únicas cousas interessantes nascérom à margem dos partidos, desde o reintegracionismo até o movimento de insubmissos”), a dissociaçom entre ideologia de vida e ideologia eleitoral (“Umha das cousas mais interessantes a dizer do nacionalismo nos últimos anos é que quanto mais aumentam os votos menos se nota na gente, por exemplo na evoluiçom da língua”), o colonialismo económico e cultural (“Desde logo há umha subordinaçom económica, umha opressom política e um esmagamento cultural total do país. Tudo isto está concatenado. Poderiamos-lhe chamar colonialismo versom europeia”), a independência como única opçom democrática (“Opto pola independência total. Independência até para cedê-la ou para negociá-la. Na Europa desde logo seria melhor ser um estado que umha regiom da Espanha”), a relaçom com a lusofonia (“Por outra parte, há que primar por todos os meios a relaçom com Portugal por razões culturais, geopolíticas e de contrarrestas as forças centrípetas e também por razões económicas”) e mesmo a situaçom da universidade galega (“A universidade sempre foi um factor colonizador. Sempre o foi e segue-o sendo mas hoje em dia nom se vê resposta”)