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Militantes galegos voltam a tribunal de excepçom |
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13 de Outubro de 2008 |
Convocam assembleias informativas para apoiar a solidariedade contra independentistas julgad@s em Espanha Catorze anos depois, militantes independentistas voltam a ser julgad@s no tribunal de excepçom espanhol. Fora em 1994 quando a audiência nacional condenara cidadaos e cidadás do nosso país pola sua relaçom com o EGPGC. Mais recentemente, e já nesta década, outros e outras compatriotas voltaram a submeter-se à justiça de excepçom, acusadas da sua relaçom com o PCEr ou os GRAPO. Em pleno 2008, este tribunal volta à carga contra Ugio Caamanho e Giana Gomes, com mais de três anos de prisom preventiva longe do seu país. O organismo Ceivar chama a umha resposta ampla, e está a organizar assembleias informativas para que a solidariedade actue.
O organismo anti-repressivo está a centrar o seu trabalho na consecuçom de recursos materiais avondos para fazer frente aos gastos do processo, e ao mesmo tempo, para socializar o tratamento de excepçom que padecem os e a independentista em prisom. Por enquanto, tem convocadas assembleias informativas em sete grandes cidades galegas, além do Condado, Ginzo e a Estrada. A hora e o lugar das assembleias aparece no web www.ceivar.org. Novo código penal. Aliás do padecimento de condiçons carcerárias especiais (regime FIES, dispersom, maus tratos frequentes...), as e os militantes galegos enfrentam-se a um código penal endurecido progressivamente desde 1995, com a plena colaboraçom de PSOE e PP. Inclui baixo o termo "terrorismo" os delitos de opiniom relacionados com a violência política, e nom contempla a redençom de condenas. Foi criticado reiteradamente por associaçons pró-direitos humanos, e derivou numha superlotaçom carcerária que preocupa organismos internacionais da UE.
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Opiniom
Entrevista a Ramom Lôpez-Suevos em Gralha
 Seguimos trazendo de novo à luz conteúdos do periódico Gralha que, além do seu evidente interesse histórico, continuam a apresentar certa vigência no actual cenário político. É este o caso da entrevista a Ramom Lôpez-Suevos, do outono de 1997, no que se debulham temas de inegável importância 13 anos depois: a evaporaçom ideológica do nacionalismo institucional (“Começando polo Bloco, dizer que hoje é mais um partido do sistema onde nom se aprecia ideologia nenhuma”), a obsolescência dos partidos (“nos últimos anos, as únicas cousas interessantes nascérom à margem dos partidos, desde o reintegracionismo até o movimento de insubmissos”), a dissociaçom entre ideologia de vida e ideologia eleitoral (“Umha das cousas mais interessantes a dizer do nacionalismo nos últimos anos é que quanto mais aumentam os votos menos se nota na gente, por exemplo na evoluiçom da língua”), o colonialismo económico e cultural (“Desde logo há umha subordinaçom económica, umha opressom política e um esmagamento cultural total do país. Tudo isto está concatenado. Poderiamos-lhe chamar colonialismo versom europeia”), a independência como única opçom democrática (“Opto pola independência total. Independência até para cedê-la ou para negociá-la. Na Europa desde logo seria melhor ser um estado que umha regiom da Espanha”), a relaçom com a lusofonia (“Por outra parte, há que primar por todos os meios a relaçom com Portugal por razões culturais, geopolíticas e de contrarrestas as forças centrípetas e também por razões económicas”) e mesmo a situaçom da universidade galega (“A universidade sempre foi um factor colonizador. Sempre o foi e segue-o sendo mas hoje em dia nom se vê resposta”) |
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Formaçom
Luís Soto: “A Castelão e a mim figeram-nos membros de honra da Federação Mundial de Sociedades Negras”
Neira Vilas: Qual era a missão concreta que o governo da República lhe encomendou a Castelão em Cuba o ano 1938?
Luís Soto: “Castelão, junto com Virgínia, a sua dona, acabava de voltar da União Soviética, aonde foram no verão desse ano, numa comissão presidida por outro galego, Galhoso, de Ourense. Castelão manifestava-se mui bem impressionado por aquela visita. Eu figem-lhe então duas intervius, uma em Frente Rojo e outra em Nova Galiza, periódico do 5.º Corpo de Exército, que se publicava no frente e que eu dirigia. Sobre esta viagem dizia-me, entre outras cousas: “Se o experimento social feito polo povo da URSS, tão transcendente e significativo, tivesse fracassado, teríamos de estar sempre agradecidos a este povo maravilhoso e a esse partido tão certeiro e inteligente, que se sacrificava pola paz e pola liberação da classe trabalhadora. Mas como este experimento trunfou definitivamente, estenderá-se polo mundo inteiro e temos de seguir este espelho e este exemplo”. |
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