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Juízo a três militantes galegas PDF Imprimir E-mail
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21 de Outubro de 2008

"Na Audiência Nacional vai-se celebrar umha farsa com a condena já escrita, mas nós imos dar-lhe resposta"

ImageHá escassos minutos, o organismo Ceivar convocava os meios de comunicaçom a umha rolda de imprensa, onde apresentava os dados mais salientáveis do processo político contra a militáncia galega. Joám Peres e Anjo Quiroga, em representaçom do organismo, e Manolo Caamanho, pai de Ugio Caamanho, antecipavam também que no dia quatro de Novembro o tribunal espanhol julgará Maria Bagaria, acusada de colocar artefactos incendiários nas obras dumha minicentral na Merca. 

 

Curiosidade mediática.

Os meios empresariais, educados para silenciar a intensa actividade social do dia a dia do independentismo, acodírom massivamente à rolda de imprensa, confirmando que apenas se aproximam a actividades das que tirar um rédito sensacionalista. Diante das cámaras e os microfones, os solidários galegos, arroupados por várias militantes que portavam legendas de denúncia, expugérom o mais notável do caso.

Excepcionalidade judiciária.

Nestes dias, os dous simpatizantes do PP acusados de incendiar o carro dum concelheiro nacionalista em Nigrám, eram condenados a dous anos de prisom. Julgárom-nos num tribunal ordinário e, em princípio, nom entrarám em prisom. Pola contra, e segundo se expujo na rolda de imprensa, Ugio Caamanho e Giana Gomes enfrentam-se a petiçons fiscais que beiram os 20 anos, com três anos de encarceramento preventivo nas suas costas.

Excepcionalidade carcerária.

A pequena história carcerária de Giana e Ugio é conhecida: dispersom, agressons de carceleiros, desatençom sanitária, isolamento e regime FIES. Ceivar destacou a completa ilegalidade -segundo as resoluçons do Conselho Europeu- do tratamento que recebem o preso e a presa.

250 pessoas a trabalhar contra o processo.

Ao longo de quase toda a geografia nacional, Ceivar promoveu assembleias abertas para activar a campanha solidária, contando com mais de duascentas pessoas para este cometido. O reparto de propaganda, a agitaçom e a sensibilizaçom social som as notas dominantes do trabalho solidário.

Espanholismo nom descansa.

Em plena ofensiva espanhola contra os direitos nacionais e lingüísticos do nosso povo, a engrenagem judicial contra o independentismo anda a muita velocidade. Com umha intencionalidade política mais que provável, o tribunal vem de datar o juízo contra a militante Maria Bagaria no dia 5 de Novembro. Isto, além de três dias de muita intensidade para a mlilitáncia solidária (que ocupa jornadas laborais), supom umha grande carga para a defesa. Guillerme Presa, que assistirá no juízo dos dias 3 e 4, também se ocupara da defesa de Maria Bagaria.

O fiscal solicita quatro anos de prisom por um ataque contra maquinária de obras na minicentral da Merca. 

 

Última Atualização ( 20 de Xaneiro de 2009 )
 
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Opiniom

Entrevista a Ramom Lôpez-Suevos

Entrevista a Ramom Lôpez-Suevos em Gralha


ImageSeguimos trazendo de novo à luz conteúdos do periódico Gralha que, além do seu evidente interesse histórico, continuam a apresentar certa vigência no actual cenário político. É este o caso da entrevista a Ramom Lôpez-Suevos, do outono de 1997, no que se debulham temas de inegável importância 13 anos depois: a evaporaçom ideológica do nacionalismo institucional (“Começando polo Bloco, dizer que hoje é mais um partido do sistema onde nom se aprecia ideologia nenhuma”), a obsolescência dos partidos (“nos últimos anos, as únicas cousas interessantes nascérom à margem dos partidos, desde o reintegracionismo até o movimento de insubmissos”), a dissociaçom entre ideologia de vida e ideologia eleitoral (“Umha das cousas mais interessantes a dizer do nacionalismo nos últimos anos é que quanto mais aumentam os votos menos se nota na gente, por exemplo na evoluiçom da língua”), o colonialismo económico e cultural (“Desde logo há umha subordinaçom económica, umha opressom política e um esmagamento cultural total do país. Tudo isto está concatenado. Poderiamos-lhe chamar colonialismo versom europeia”), a independência como única opçom democrática (“Opto pola independência total. Independência até para cedê-la ou para negociá-la. Na Europa desde logo seria melhor ser um estado que umha regiom da Espanha”), a relaçom com a lusofonia (“Por outra parte, há que primar por todos os meios a relaçom com Portugal por razões culturais, geopolíticas e de contrarrestas as forças centrípetas e também por razões económicas”) e mesmo a situaçom da universidade galega (“A universidade sempre foi um factor colonizador. Sempre o foi e segue-o sendo mas hoje em dia nom se vê resposta”)

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Formaçom

Fragmentos de uma entrevista de Neira Vilas a Luís Soto gravada em 1977

Luís Soto: “A Castelão e a mim figeram-nos membros  de honra da Federação Mundial de Sociedades Negras”

 

ImageNeira Vilas: Qual era a missão concreta que o governo da República lhe encomendou a Castelão em Cuba o ano 1938?

Luís Soto: “Castelão, junto com Virgínia, a sua dona, acabava de voltar da União Soviética, aonde foram no verão desse ano, numa comissão presidida por outro galego, Galhoso, de Ourense. Castelão manifestava-se mui bem impressionado por aquela visita. Eu figem-lhe então duas intervius, uma em Frente Rojo e outra em Nova Galiza, periódico do 5.º Corpo de Exército, que se publicava no frente e que eu dirigia. Sobre esta viagem dizia-me, entre outras cousas: “Se o experimento social feito polo povo da URSS, tão transcendente e significativo, tivesse fracassado, teríamos de estar sempre agradecidos a este povo maravilhoso e a esse partido tão certeiro e inteligente, que se sacrificava pola paz e pola liberação da classe trabalhadora. Mas como este experimento trunfou definitivamente, estenderá-se polo mundo inteiro e temos de seguir este espelho e este exemplo”.
 
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