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Crónica dos julgamentos do 3-N (I) |
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03 de Novembro de 2008 |
"Audiencia Nacional" mostra às claras o carácter político do juízo a Giana e Ugio Há escassas horas que vem de rematar a primeira das duas sessons nas que serám julgados Ugio Caamanho e Giana Rodrigues. O juízo, na Audiência Nacional espanhola, durou das 10h30 até as 14h00. Em total, actuárom no julgamento doze testemunhas; das quais sete eram polícias espanhóis, um tenente da Guarda Civil, um delegado de Caixa Galicia, umha pessoa à que supostamente Ugio e Giana lhe roubárom o carro, e outra à que também supostamente lhe roubaram documentaçom. Declarou, aliás, umha pessoa presidenta dumha comunidade vicinal.
Carácter político do juízo
O cariz claramente político deste juízo, perpetrado no tribunal de excepçom permanente do Reino de Espanha, comprovou-se nas declaraçons do guarda civil e um dos polícias espanhóis, que intentárom nas suas declaraçons misturar os factos que deviam ser julgados com o movimento independentista galego, concretamente com a organizaçom juvenil AMI. Neste mesmos parámetros também se moveu o jornal espanholista El Correo Gallego no passado Sábado quando falava de "ideias programadas pola AMI". No mesmo sentido, intenta-se involucrar nos factos a Antom Garcia Matos, como suposto indutor e responsável ideológico da sabotagem.
As declaraçons
Enquanto ao imputado e à imputada, Ugio reconheceu a participaçom nos factos, embora negou-se a participar no processo declarando. Giana, pola sua parte, contestou às perguntas, negando toda participaçom no acto e reconhecendo a sua militáncia no independentismo galego.
Os apoios
Finalmente entrárom na Audiência Nacional espanhola a presenciar o julgamento quarenta e duas das perto de cem pessoas mobilizadas até Madrid para arroupar Ugio e Giana. Aliás da gente do independentismo galego, também acudírom em solidariedade castelhanos e cataláns. Umha vez dentro, fôrom desalojados polas FSE trás saudar Ugio e Giana.
Amanhá às 10h30 começará a segunda sessom do juízo. Do galizalivre.org seguiremos informando de todo o que se passe na capital espanhola. |
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Última Atualização ( 20 de Xaneiro de 2009 )
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Opiniom
Entrevista a Ramom Lôpez-Suevos em Gralha
 Seguimos trazendo de novo à luz conteúdos do periódico Gralha que, além do seu evidente interesse histórico, continuam a apresentar certa vigência no actual cenário político. É este o caso da entrevista a Ramom Lôpez-Suevos, do outono de 1997, no que se debulham temas de inegável importância 13 anos depois: a evaporaçom ideológica do nacionalismo institucional (“Começando polo Bloco, dizer que hoje é mais um partido do sistema onde nom se aprecia ideologia nenhuma”), a obsolescência dos partidos (“nos últimos anos, as únicas cousas interessantes nascérom à margem dos partidos, desde o reintegracionismo até o movimento de insubmissos”), a dissociaçom entre ideologia de vida e ideologia eleitoral (“Umha das cousas mais interessantes a dizer do nacionalismo nos últimos anos é que quanto mais aumentam os votos menos se nota na gente, por exemplo na evoluiçom da língua”), o colonialismo económico e cultural (“Desde logo há umha subordinaçom económica, umha opressom política e um esmagamento cultural total do país. Tudo isto está concatenado. Poderiamos-lhe chamar colonialismo versom europeia”), a independência como única opçom democrática (“Opto pola independência total. Independência até para cedê-la ou para negociá-la. Na Europa desde logo seria melhor ser um estado que umha regiom da Espanha”), a relaçom com a lusofonia (“Por outra parte, há que primar por todos os meios a relaçom com Portugal por razões culturais, geopolíticas e de contrarrestas as forças centrípetas e também por razões económicas”) e mesmo a situaçom da universidade galega (“A universidade sempre foi um factor colonizador. Sempre o foi e segue-o sendo mas hoje em dia nom se vê resposta”) |
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Formaçom
Luís Soto: “A Castelão e a mim figeram-nos membros de honra da Federação Mundial de Sociedades Negras”
Neira Vilas: Qual era a missão concreta que o governo da República lhe encomendou a Castelão em Cuba o ano 1938?
Luís Soto: “Castelão, junto com Virgínia, a sua dona, acabava de voltar da União Soviética, aonde foram no verão desse ano, numa comissão presidida por outro galego, Galhoso, de Ourense. Castelão manifestava-se mui bem impressionado por aquela visita. Eu figem-lhe então duas intervius, uma em Frente Rojo e outra em Nova Galiza, periódico do 5.º Corpo de Exército, que se publicava no frente e que eu dirigia. Sobre esta viagem dizia-me, entre outras cousas: “Se o experimento social feito polo povo da URSS, tão transcendente e significativo, tivesse fracassado, teríamos de estar sempre agradecidos a este povo maravilhoso e a esse partido tão certeiro e inteligente, que se sacrificava pola paz e pola liberação da classe trabalhadora. Mas como este experimento trunfou definitivamente, estenderá-se polo mundo inteiro e temos de seguir este espelho e este exemplo”. |
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