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Crónica dos julgamentos do 3-N (III) PDF Imprimir E-mail
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05 de Novembro de 2008

Audiência Nacional espanhola julga Maria Bagaria com irregularidades nas provas

ImageApós o juízo a Ugio Caamanho e Giana Rodrigues, a Audiência Nacional espanhola acolheu hoje um outro juízo contra o independentismo galego. Nesta ocasiom tocou-lhe a Maria Bagaria Frá, acusada da colocaçom de três artefactos incendiários na maquinária das obras de construçom dumha minicentral hidroeléctrcia no Arnoia, seu ao passo por Rubilhós, na Merca. A Fiscalia espanhola qualifica os factos como um “delito de danos com carácter terrorista” e solicita para a militante independentista umha condena de três anos de prisom, a inabilitaçom absoluta por um período de 9 anos e umha ‘indenizaçom’ à empresa construtora que se aproxima dos 2500 euros. O tribunal especial datou o juízo exactamente o dia depois de rematar o processo contra Ugio Caamaho e Giana Gomes. 

 

O julgamento começou com um recurso de competência apresentado polo advogado de Maria Bagaria, segundo o qual o suposto delito deveria ser processado no julgado ordinário de Cela Nova, e nom ser tipificado como "terrorista" e transferido à Audiência Nacional espanhola.

Durante o juízo declarou um concelheiro do BNG da Merca, assim como dous guardas civis. A defesa criticou as irregularidades da recolhida de provas, já que os artefactos incendiários, nom fôrom processados de jeito regulamentário, senom que dous guardas civis de Cela Nova (nom presentes no juízo) fôrom os que o levárom até a comisaria. Esta irregularidade resta-lhe valor à prova. Contudo, o que sim se confirmou foi a presença das impressons digitais de Maria Bagaria nos artefactos. De todos os jeitos, embora reconhece-se que pudera ter tocado o artefacto (umha simples garrafa) antes de ser preparado, a independentista galega negou a sua participaçom nos actos.
Última Atualização ( 20 de Xaneiro de 2009 )
 
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Opiniom

Entrevista a Ramom Lôpez-Suevos

Entrevista a Ramom Lôpez-Suevos em Gralha


ImageSeguimos trazendo de novo à luz conteúdos do periódico Gralha que, além do seu evidente interesse histórico, continuam a apresentar certa vigência no actual cenário político. É este o caso da entrevista a Ramom Lôpez-Suevos, do outono de 1997, no que se debulham temas de inegável importância 13 anos depois: a evaporaçom ideológica do nacionalismo institucional (“Começando polo Bloco, dizer que hoje é mais um partido do sistema onde nom se aprecia ideologia nenhuma”), a obsolescência dos partidos (“nos últimos anos, as únicas cousas interessantes nascérom à margem dos partidos, desde o reintegracionismo até o movimento de insubmissos”), a dissociaçom entre ideologia de vida e ideologia eleitoral (“Umha das cousas mais interessantes a dizer do nacionalismo nos últimos anos é que quanto mais aumentam os votos menos se nota na gente, por exemplo na evoluiçom da língua”), o colonialismo económico e cultural (“Desde logo há umha subordinaçom económica, umha opressom política e um esmagamento cultural total do país. Tudo isto está concatenado. Poderiamos-lhe chamar colonialismo versom europeia”), a independência como única opçom democrática (“Opto pola independência total. Independência até para cedê-la ou para negociá-la. Na Europa desde logo seria melhor ser um estado que umha regiom da Espanha”), a relaçom com a lusofonia (“Por outra parte, há que primar por todos os meios a relaçom com Portugal por razões culturais, geopolíticas e de contrarrestas as forças centrípetas e também por razões económicas”) e mesmo a situaçom da universidade galega (“A universidade sempre foi um factor colonizador. Sempre o foi e segue-o sendo mas hoje em dia nom se vê resposta”)

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Fragmentos de uma entrevista de Neira Vilas a Luís Soto gravada em 1977

Luís Soto: “A Castelão e a mim figeram-nos membros  de honra da Federação Mundial de Sociedades Negras”

 

ImageNeira Vilas: Qual era a missão concreta que o governo da República lhe encomendou a Castelão em Cuba o ano 1938?

Luís Soto: “Castelão, junto com Virgínia, a sua dona, acabava de voltar da União Soviética, aonde foram no verão desse ano, numa comissão presidida por outro galego, Galhoso, de Ourense. Castelão manifestava-se mui bem impressionado por aquela visita. Eu figem-lhe então duas intervius, uma em Frente Rojo e outra em Nova Galiza, periódico do 5.º Corpo de Exército, que se publicava no frente e que eu dirigia. Sobre esta viagem dizia-me, entre outras cousas: “Se o experimento social feito polo povo da URSS, tão transcendente e significativo, tivesse fracassado, teríamos de estar sempre agradecidos a este povo maravilhoso e a esse partido tão certeiro e inteligente, que se sacrificava pola paz e pola liberação da classe trabalhadora. Mas como este experimento trunfou definitivamente, estenderá-se polo mundo inteiro e temos de seguir este espelho e este exemplo”.
 
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