| Espanholismo concentra-se em Compostela |
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| 08 de Febreiro de 2009 | |
Contra-manifestaçom em defesa da línguaO "minuto-a-minuto"
Dia 7: Falange Auténtica soma-se às distintas organizaçons espanholistas que secundam a convocatória de Galicia Bilingüe para manifestarem-se polas ruas de Compostela contra o que eles chamam "a imposiçom do galego". A Falange Autêntica, chega inclusive a dizer, num estranho funambulismo político, que luitar contra a desapariçom do galego é umha "clara merma de calidad democrática". Dia 8 11h35 Grande tranquilidade na alameda de Compostela. A presença policial é nula nestes momentos, se exceptuamos os policiais à paisana.
11h50 Começa a concentrar-se gente, com crianças, de Galicia Bilingüe do aparcadoiro da Praça da Galiza.
12h05 Unidades policiais, quatro carrinhas, concentradas em Carreira do Conde. Os antidistúrbios escoltam à gente do movimento ridiculista. Cordom policial e pequeno ataque aos e às ridiculistas. A manifestaçom espanholista intenta sair com ajuda policial.
12h15 Antidistúrbios disolvem a contra-manifestaçom de NÓS-UP em Porta Faxeira. Nom há carga.
12h20 Enfrentamentos de independentistas com a polícial espanhola à altura do Burguer King. Lançam garrafas. Polícia dispara bolas de goma contra independentistas.
12h21 Manifestaçom de Galicia Bilingüe entra na zona velha ajudada pola polícia. O protesto espanholista tem grandes dificuldades para entrar na praça do Toura. As primeiras cifras que lhe chegam aos meios de informaçom som de que a manifestaçom espanholista é de umhas 600 pessoas. Novas cifrassituam a participaçom por volta de umhas 5.000 pessoas.
12h30 Soltam-se "canicas" na Praça de Praterias. Parece ser que os acessos à cidade por estrada fôrom cortados.
12h35 Confirmam-nos que há já um detido. A polícia dispara bolas de goma aos contra-manifestantes que se encontram na Praça da Quintá. Pola zona velha formam-se barricadas com contentores.
12h39 A polícia impede a entrada na Praça da Quintá com disparos de goma.
12h47 Forte presença policial nos arredores da praça da Quintá
12h50 Confirmam-nos que a pessoa detida é o militante independentista Carlos Morais, segundo informa Bruno Lopes, membro da Direcçom Nacional de NÓS-UP. Informa também de que outros dous independentistas também forma detidos. Nestes momentos desconhece-se aonde fôrom trasladados.
12h54 A nosa terra informa de que polo menos um policial foi alcançado polo lançamento de umha garrafa durante um ataque a um carro patrulha.
13h10 Ardem barricadas na Rua de Sam Roque onde há enfrentamentos.
13h17 Manifestantes espanholistas saim da Quintá enquanto a polícia espanhola disolve pequenos grupinhos de independentistas. Informam-nos também de que um dos detidos é Santiago Mendes, militante de NÓS-UP.
13h22 Três pessoas som detidas em Praterias. Nom se sabe ainda o que é delas. O diário espanholista El Mundo indica que som por volta a Polícia Espanhola mobilizou por volta de 400 indivíduos no dia de hoje em Compostela, totalmente tomada polas forças espanholas. Destroços em entidades bancárias.
13h30 Barricadas na rua da Tulha. Leitor de chuza.org informa de brutal carga a um grupinho de pessoas em Praterias que estavam simplesmente a cantar.
13h50 Convocada concentraçom em solidariedade com as pessoas detidas às 17h30 diante da esquadra policial de Compostela.
13h55 Um detido em Carreira do Conde.
14h00 Leitora informa de três detençons na Avenida de Coimbra por volta das 13h15.
14h41 Um leitor informa-nos da detençom de "B.L., L.A., e D.S., militantes independentistas de Isca!, neste casso por ir disfarçados com umha paródia da colonizaçom lingüística (disfarçados de vacas com um cartaz coa legenda "El gallego es para lasvacas". Ademais, houve novas identificaçons na zona nova, do cortejo formadopola gente de Seioque..."
14h47 Recebemos um comunicado de NÓS-UP que reproduzimos a continuaçom: “Esta manhá em Compostela, contundente resposta popular ao espanholismo Na manhá deste Domingo 8 de Fevereiro a manifestaçom contra a língua galega convocada pola organizaçom ultra Galicia Bilíngüe, e apoiada entre outros polo PP, UPD e Falange; reuniu apenas a uns centos de pessoas que tiverom diante sua a um nutrido grupo de activistas pro-galego que responderom às numerosas chamadas ao boicote lançadas por diversas organizaçons e colectivos da esquerda soberanista. De facto, a mobilizaçom foi acurtada no seu percurso, que distou muito de ser tranquilo. Assim em numerosos pontos da zona velha activistas pro-galego manifestarom com berros e asubios a repulsa diante dos espanholistas. Berros e asubios que forom respostados com violência por parte da escolta policial que acompanhava à manifestaçom anti-galega. Com posterioridade as cargas policiais continuarom pola zona velha e outros bairros da cidade nos que moç@s encapuçad@s enfrontarom com pedras e barricadas às forças anti-distúrbios. Até o momento, a duas horas do começo da mobilizaçom, temos novas da detençom de sete pessoas que se atopam no quartel da polícia espanhola em Compostela, na avenida Rodrigo de Padrom. Convocou-se umha concentraçom para demandar a imediata liberaçom das pessoas detidas às 17.30 diante das instalaçons policiais. Defender a língua nom é delito!! Liberdade para aos/às detid@s!!”
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| Última Atualização ( 08 de Febreiro de 2009 ) |
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Começamos o especial seguimento da mobilizaçom do espanholismo e as várias contra-manifestaçons que se anunciárom, contra a desapariçom da língua, para o dia de hoje em Compostela. No avanço da jornada confiamos em poder subir imagens.
Seguimos trazendo de novo à luz conteúdos do periódico Gralha que, além do seu evidente interesse histórico, continuam a apresentar certa vigência no actual cenário político. É este o caso da entrevista a Ramom Lôpez-Suevos, do outono de 1997, no que se debulham temas de inegável importância 13 anos depois: a evaporaçom ideológica do nacionalismo institucional (“Começando polo Bloco, dizer que hoje é mais um partido do sistema onde nom se aprecia ideologia nenhuma”), a obsolescência dos partidos (“nos últimos anos, as únicas cousas interessantes nascérom à margem dos partidos, desde o reintegracionismo até o movimento de insubmissos”), a dissociaçom entre ideologia de vida e ideologia eleitoral (“Umha das cousas mais interessantes a dizer do nacionalismo nos últimos anos é que quanto mais aumentam os votos menos se nota na gente, por exemplo na evoluiçom da língua”), o colonialismo económico e cultural (“Desde logo há umha subordinaçom económica, umha opressom política e um esmagamento cultural total do país. Tudo isto está concatenado. Poderiamos-lhe chamar colonialismo versom europeia”), a independência como única opçom democrática (“Opto pola independência total. Independência até para cedê-la ou para negociá-la. Na Europa desde logo seria melhor ser um estado que umha regiom da Espanha”), a relaçom com a lusofonia (“Por outra parte, há que primar por todos os meios a relaçom com Portugal por razões culturais, geopolíticas e de contrarrestas as forças centrípetas e também por razões económicas”) e mesmo a situaçom da universidade galega (“A universidade sempre foi um factor colonizador. Sempre o foi e segue-o sendo mas hoje em dia nom se vê resposta”)