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Galego: um lingüicidio silenciado |
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19 de Marzo de 2009 |
RAG oculta durante cinco anos alarmantes dados sobre a desapariçom do galego enquanto GB sai às ruas A RAG mantivo ocultos desde 2004 os dados sobre o uso do galego mais alarmantes da nossa história, traidos à luz, curiosamente, após umhas eleiçons nas que o conflito lingüístico, silenciado por uns, invertido e fingido por outros, centrou muitos debates. O novo (mas nom tanto) Mapa Sociolingüístico Galego (MSG) vem reafirmar as teses que o independentismo leva defendido na última década: o processo acelerado de desapariçom do galego fruto da abafante presença do espanhol nos âmbitos públicos.
O estudo, que nom foi apresentado publicamente, fijo acto de presença silencioso nas livrarias do Pais há uns dias.
Os dados
As cifras falam sozinhas: o monolingüismo em espanhol passou de 13% em 1992 a 25% em 2004. No entanto, apenas 16% das pessoas entrevistadas admitem utilizar exclusivamente o galego em 2004, quando 30,5% o faziam em 1992. Já sem falar em termos absolutos, no último MSG 60,3% reconheciam a língua nacional como o seu primeiro idioma, frente ao escasso 20% de 2004.
O estudo deixa ver às claras a diferença no uso do galego entre os âmbitos rural e urbano. As maiores cifras de monolingüismo galego acadárom-se nos núcleos populacionais inferiores a 5.000 pessoas, enquanto cidades como Ferrol (57,5%) ou Vigo (45,5%) ficam com os maiores índices de monolingües espanhóis.
No que atinge à educaçom, peça chave para a inversom destes valores tam negativos, o informe recolhe que perto de 11% das crianças galegas fôrom escolarizadas exclusivamente em espanhol. Nom se dá o caso invertido. De facto, na Galiza a dia de hoje existe umha ampla comunidade de pessoas que tenhem nulo contacto com o nosso idioma, enquanto nunca aconteceu o contrário: tevê, imprensa, rádio, sistema sanitário e judicial, escolarizaçom,... nunca a imposiçom espanhola estiver tam presente nas nossas vidas. Os índices de uso do galego em tempos do franquismo eram incluso mais altos do que hoje.
Para além disto, a relaçom entre o uso do galego e o nível educativo é directamente inversa, o que nos leva a analisar o poder espanholizador da escola.
E as políticas lingüísticas?
Desde a década dos 80 a Junta leva investido milhons de euros na “promoçom do galego”. Os resultados temo-los entre maos: crescimento brutal do espanhol em detrimento do nosso próprio idioma. Ainda que a análise chega só até 2004, tampouco o bipartido mudou nem o mais mínimo o rumo das dinâmicas lingüísticas. Está claro que untar os bulsos dos jornais espanholistas nom é um investimento demasiado normalizador.
Aliás, e apesar das consideraçons do Conselho Europeu e outras instituiçons, a inexistente política lingüística nacional segue a viver de costas à lusofonia.
O abandono do rural
Para além do retrocesso das políticas normalizadoras nos núcleos urbanos, um outro dado resulta crucial à hora de socioanalisar as causas deste crime lingüístico: o abandono do rural. Os últimos anos fôrom também alarmantes no que as cifras disto se refere, e nom é casual. O galego nom conseguiu ainda reverter o seu potencial como língua em todos os registros; o rural é, como demonstram as cifras, o seu meio quase exlusivo. As dificuldades para a vida no agro levárom á emigraçom as cidades, mas estas nom se convertêrom, nem levam traças de o fazer, em lugares onde o galego “sirva” de língua veicular, já que quase qualquer dos seus âmbitos públicos conta apenas com a presença do espanhol.
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Última Atualização ( 20 de Marzo de 2009 )
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Opiniom
Entrevista a Ramom Lôpez-Suevos em Gralha
 Seguimos trazendo de novo à luz conteúdos do periódico Gralha que, além do seu evidente interesse histórico, continuam a apresentar certa vigência no actual cenário político. É este o caso da entrevista a Ramom Lôpez-Suevos, do outono de 1997, no que se debulham temas de inegável importância 13 anos depois: a evaporaçom ideológica do nacionalismo institucional (“Começando polo Bloco, dizer que hoje é mais um partido do sistema onde nom se aprecia ideologia nenhuma”), a obsolescência dos partidos (“nos últimos anos, as únicas cousas interessantes nascérom à margem dos partidos, desde o reintegracionismo até o movimento de insubmissos”), a dissociaçom entre ideologia de vida e ideologia eleitoral (“Umha das cousas mais interessantes a dizer do nacionalismo nos últimos anos é que quanto mais aumentam os votos menos se nota na gente, por exemplo na evoluiçom da língua”), o colonialismo económico e cultural (“Desde logo há umha subordinaçom económica, umha opressom política e um esmagamento cultural total do país. Tudo isto está concatenado. Poderiamos-lhe chamar colonialismo versom europeia”), a independência como única opçom democrática (“Opto pola independência total. Independência até para cedê-la ou para negociá-la. Na Europa desde logo seria melhor ser um estado que umha regiom da Espanha”), a relaçom com a lusofonia (“Por outra parte, há que primar por todos os meios a relaçom com Portugal por razões culturais, geopolíticas e de contrarrestas as forças centrípetas e também por razões económicas”) e mesmo a situaçom da universidade galega (“A universidade sempre foi um factor colonizador. Sempre o foi e segue-o sendo mas hoje em dia nom se vê resposta”) |
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Formaçom
Luís Soto: “A Castelão e a mim figeram-nos membros de honra da Federação Mundial de Sociedades Negras”
Neira Vilas: Qual era a missão concreta que o governo da República lhe encomendou a Castelão em Cuba o ano 1938?
Luís Soto: “Castelão, junto com Virgínia, a sua dona, acabava de voltar da União Soviética, aonde foram no verão desse ano, numa comissão presidida por outro galego, Galhoso, de Ourense. Castelão manifestava-se mui bem impressionado por aquela visita. Eu figem-lhe então duas intervius, uma em Frente Rojo e outra em Nova Galiza, periódico do 5.º Corpo de Exército, que se publicava no frente e que eu dirigia. Sobre esta viagem dizia-me, entre outras cousas: “Se o experimento social feito polo povo da URSS, tão transcendente e significativo, tivesse fracassado, teríamos de estar sempre agradecidos a este povo maravilhoso e a esse partido tão certeiro e inteligente, que se sacrificava pola paz e pola liberação da classe trabalhadora. Mas como este experimento trunfou definitivamente, estenderá-se polo mundo inteiro e temos de seguir este espelho e este exemplo”. |
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