-
Principal
Colaboraçom de Henrique Torres PDF Imprimir E-mail
Avaliação do Usuário: / 8
PiorMelhor 
26 de Maio de 2009

Holocausto Galego

 

ImageA alguns parecera-vos muito excessivo este título mas à hora de ver os dados há muitos pontos em comum na situaçom do galego com a dum holocausto. Os ataques que leva sofrendo o galego e os galegos desde o 1483 com a táctica de “doma e castraçom” nunca fijo tanto dano como no período que percorre desde a mal chamada chegada da democracia até os nossos dias. O nosso idioma corre perigo de desapariçom e desde o PP tomou a “decisom final” para exterminar com acçons muito similares aos dos nazis ao galego e aos galego-falantes.

Holocausto é um assasinato e perseguiçom burocraticamente organizado, que se diferencia por considerar umha raça superior a outra e por tanto as inferiores som destinadas a ser dominadas e suprimidas. A língua galega desde a chegada da falsa democracia e da falsa liberdade viu reduzida a sua  populaçom galego-falante em perto dum 35% pola perseguiçom e discriminaçom burocrática que existiu e segue existindo cara o nosso idioma, como causa principal desta perseguiçom está a consideraçom de que o castelhano é um idioma superior ao resto dos da península e polo tanto o galego, como idioma inferior, deve ser dominado e suprimido, polo que por características comuns pode considerar-se um holocausto, com a diferença de que continua a aniquilaçom sem que ninguém faga nem diga nada.

A nova etapa de tomada de poder do PP, ao mesmo que os nazis, começou com umha crise económica e continuou com umha campanha nos meios de des-informaçom a base de mentiras e ocultaçom da realidade. Estes meios de comunicaçom dirigidos por espanholistas galegófonos levam desde a sua criaçom fazendo campanha em contra do galego e de todo o que sone a identidade galega, só há que ver como os meios escritos que dim tratar de chegar à máxima populaçom possível, nos anos 80 em que mais do 80% da populaçom galega falava em galego eles utilizavam menos dum 6% em galego nas suas ediçons o que demostra o claro intento de adoutrinamento espanholista por parte destes meios e que continua nestes dias em que mais do 60% da populaçom é galego falante e continuam a utilizar o nosso idioma de forma residual com o único objectivo de cobrar umha subvençom.

A táctica levada polo PP e as suas associaçons afins nos meios, com pleno consentimento destes e apoio, foi descrita por Goebbels e Hitler no Mein Kampf e pode resumir-se na seguinte série de pontos que vós mesmos podedes comprovar colhendo a imprensa dos últimos meses:

- Saturaçom, omnipresença e simplificaçom que se suma à repetiçom incessante dos mesmos lemas unida ao exagero. Isto queda mais que demostrado com o lema “ Impossiçom do galego” e a publicidade continua a associaçons anti-galegas minoritárias.

- Técnica do silenciamento e a ocultaçom de informaçons. Aqui que dizer, as verdadeiras discriminaçons e as únicas que existem som as que sofremos os galegos-falantes. Estas som ocultadas polos meios, e podemos fazer umha pequena listagem e ver quantas portadas ocupam, também podemos fazer um simples exercício de análise e buscar se os castelhano-falantes sofrem
algumha destas discriminaçons, e asseguro-vos que nom sofrem nengumha.

A. Imprentas que cobram mais por trabalhos em galego.

B. Médica que obrigava às crianças a que lhe falassem em castelhano.

C.Despedimentos por utilizar o galego.

D. Empresas que proibem aos seus empregados falar em galego.

E. Curas que se negam a realizar os seus ofícios em galego (fai pouco um enterro).

F. Fam aguardar 6 meses a umha parelha para dar-lhe os papéis em galego para poder contrair matrimónio.

G. Fam-te aguardar horas para poder redactar denúncias em galego.

H. Tratamentos vejatórios e discriminativos contra os galego-falantes.

I. Aos jornalistas proibe-se-lhes escrever artigos em galego por ordem das empresas, assim como a traduçom ao espanhol de declaraçons feitas em galego.

E assim poderíamos estar muito mais tempo, já que cada um conhecerá milheiros de casos mais nunca sairám nos jornais.

- Técnica da mentira afirmativa. Que dizer por parte do PP e das suas associaçons, que buscam o bilingüismo, que som galeguistas, que defendem o galego, que dim a verdade, que defendem a liberdade…….

- Técnica dumha mentira grande é mais crível que umha pequena polo shock que causa. Neste caso podemos citar a da educaçom integra em galego. Eu, quando fum a escola recebim mais do 90% da matérias em castelhano, no liceu mais do 85% em castelhano e na universidade mais do 95% em castelhano. A mim ninguém me perguntou, nem ninguém berrava aos quatro ventos a imposiçom do castelhano que eu sofria, ou a falta de liberdade existente, mas isso sim, agora que se pede um 50% de matérias em cada idioma para  que assim as crianças saiam polo menos dos liceus com certo conhecimento do galego, já que o conhecimento do castelhano está garantido. O problema é que se estám a criar filhos incultos e nom passa nada, as crianças galego-falantes dominam plenamente o castelhano e o galego, enquanto as crianças castelhano-falantes só dominam o castelhano, por quê será? Este é o seu bilingüismo? O que querem é acelerar o processo de aniquilaçom do galego e imposiçom do castelhano já que o método actual vai muito lento.

- Técnica de equiparar os interesses dumha minoria aos da totalidade dumha populaçom (pars pro toto). Isto podemos observar-o na publicidade e paginas de entrevistas no meios escritos ocupados pola associaçom anti-galega de Galicia Bilingüe, associaçom criada com o fim da desapariçom do galego que nom junta nem três milheiros de pessoas trazidas de todo o estado. Associaçom apoiada por Falange nas suas reinvindicaçons e que promove o conhecimento perfeito do castelhano enquanto para o galego é suficiente com ter uns conhecimentos mínimos para poder entendê-lo, sem ser necessário saber falá-lo. Bonito bilingüismo que promovem.

Como dixo Lord Nordcliffe dono dum dos consórcios de imprensa mais poderosos. “Deus ensinou aos homens a leitura para que eu poda dizer-lhes a quem devem amar, a quem devem odiar e o que devem pensar”.

Com a crise económica e estas técnicas de propagando aupou-se ao poder o PP ao mesmo que os nazis o figérom em 1932. E umha vez no poder o Regime de Feijoo opta pola “decisom final” contra o galego, também chamada “bilinguismo harmónico” ou directamente extermínio e aniquilaçom do galego, dos galego-falantes e da identidade galega. Forma um governo anti-galego e reaccionário que queda reflectido com uns poucos apontamentos já conhecidos por todos:

A-O Director Geral da Administraçom Local posto polo PP foi candidato pola Falange às eleiçons europeias do 1994.

B-A conselheira de Trabalho tem alergia as bandeiras galegas.

C-O conselheiro de Cultura diz que a cultura galega limita.

D-O conselheiro de Educaçom diz dia sim e dia também que o galego é imposto, e isso que o 80% dos centra incumprem o decreto sobre o galego, o que quer dizer, segundo eles mesmos, que imponhem o castelhano e ainda por cima incumprindo a lei.

Mais aparte o regime do PP começa com as políticas para desgaleguizar o governo e a sociedade e eliminar todo signo de identidade galega, esta técnica também foi usado polos nazis criando o super homem alemám enquanto que os demais eram inferiores, aqui algo semelhante, o superior é o madrileno e todo o próprio galego que nom é compartilhado com um madrilenho é inferior e negativo. Exemplos destas decisons para ocultar toda identidade galega, ainda que para isso haja que saltar-se as leis:

A-Oposiçons à Junta em castelhano, polo que o conhecimento dos funcionários do galego nom está garantido polo que nom imos poder receber atençom em galego como indica a lei.

B-Desapariçom do termo “Galiza” e “Conselharia” de todo documento oficial, nom vaia ser que alguém duvide que aqui se usa a grafia espanhola.

C-Integraçom de Política Lingüística em educaçom, assim que nom se relacione o uso do galego a todos os aspectos da vida, quedando assim reduzido os temas da língua só a educaçom.

D-Pretensom de oficializar o topónimo “La Coruña”, como antes, para deixar bem claro que estamos em Espanha ainda que para isto saltemos as leis.

E-Censura na capa do Portal Educativo da Junta a umha frase de Ramom Pinheiro que dizia, “Deica entón –deica os seis anos- a miña lingua única fora a galega, así que o choque mais importante que me produciu a escola foi o cambio de lingua”, já que esta era contrária as políticas em tema lingüístico do regime de Feijoo, polo que foi substituída por outra.

F-Declaraçons de que em temas lingüísticos primeiro falara-se com associaçons que fomentem o bilingüismo, fazendo referência implícita a Galicia Bilingüe, associaçom minoritária, anti-galega e claramente definida cara umha populaçom de altíssimo poder adquisitivo pola qual é financiada para fazer fronte a classe trabalhadora galega para que nom adquira identidade própria.

G-Derogaçom do decreto da paridade do galego, só dizer umha cousa mais sobre isto, dim querer consenso para fazer um novo, mais esquecem-se que este foi feito co consenso de todos os sindicatos, de dous dos três grupos parlamentares, de todas as associaçons de pais e mais, das equipas de normalizaçom, dos colégios religiosos, etc, em fim foi acordado por todos menos por eles, mais a mentira umha vez mais guiada polos meios de des-informaçom instalasse na sociedade e semelha que o decreto do galego nom tivo consenso e polo tanto foi umha imposiçom.

H-Utilizaçom no parlamento galego do castelhano e assim conseguir pouco a pouco a des-ofialidade do galego como língua própria.

Estas medidas som as conhecidas hoje em dia, mais haverá milheiros mais que estám por vir e outras tantas que nunca conheceremos e que serám realizadas co único fim de lograr a desapariçom da nossa língua.
Com o novo regime de Feijoo os meios de des-informaçom seguem nas suas e seguiram mentindo e ocultando a verdadeira realidade. Seguindo a técnica de que o que está em galego é imposiçom e adoutrinamento,  a criminalizaçom de todo movimento social de defesa do próprio da Galiza, e imposiçom de que toda associaçom em defesa do galego é radikal, violenta e anti-democrática. De facto já vimos ataques ao Correlingua, a centros sociais, à denominaçom do galego como idioma próprio, etc., etc., enquanto os trabalhadores retaliados por usarem o galego na Capitania Marítima nom merecem nem umha linha nos seus meios. E a última mentira a estimaçom de 20000 pessoas na manifestaçom do 17 maio, a algum deveria cair-lhe a cara de vergonha.

Pois bem, isto é o que nos aguarda, a nossa exclusom social, fazendo das aldeias os “guetos” dos galego-falantes já que quase nos erradicárom das cidades, guetos dos que quando alguém sai é tratado de paleto, inculto ou montuno polo simples feito de utilizar o galego, isto é o que toca até lograr o nosso extermínio já que entre a juventude só algo mais dum 20% utiliza a nossa língua polo que em 50 anos e coa pressom gubernamental e social para abandonar-a só quedará um escasso 15% de populaçom que a utilizará. Com isto o Holocausto galego chegará ao seu fim, ao exterminar a todo galego-falante, mas este Holocausto nom se recolherá nos livros, nem se estudará na escola já que os que o ideárom e levárom a cabo fam acreditar a populaçom na sua naturalidade, fam que nom vejam a suja manipulaçom implícita para que a gente abandone o galego. O mais triste é que muitos nom se dam conta que quando desapareça o galego da nossa terra desaparecerám os galegos e desaparecerá Galiza (ou Galicia) e passarám a ser madrilenos com mar, mas o galego seguirá vivo no Portugal, no Brasil, no Timor, no Moçambique, etc, e nos mais de 220 milhons de galego-falantes que nom sentem vergonha do seu idioma, nem discriminaçons por usá-lo na sua terra.
 
< Anterior   Próximo >

Opiniom

Entrevista a Ramom Lôpez-Suevos

Entrevista a Ramom Lôpez-Suevos em Gralha


ImageSeguimos trazendo de novo à luz conteúdos do periódico Gralha que, além do seu evidente interesse histórico, continuam a apresentar certa vigência no actual cenário político. É este o caso da entrevista a Ramom Lôpez-Suevos, do outono de 1997, no que se debulham temas de inegável importância 13 anos depois: a evaporaçom ideológica do nacionalismo institucional (“Começando polo Bloco, dizer que hoje é mais um partido do sistema onde nom se aprecia ideologia nenhuma”), a obsolescência dos partidos (“nos últimos anos, as únicas cousas interessantes nascérom à margem dos partidos, desde o reintegracionismo até o movimento de insubmissos”), a dissociaçom entre ideologia de vida e ideologia eleitoral (“Umha das cousas mais interessantes a dizer do nacionalismo nos últimos anos é que quanto mais aumentam os votos menos se nota na gente, por exemplo na evoluiçom da língua”), o colonialismo económico e cultural (“Desde logo há umha subordinaçom económica, umha opressom política e um esmagamento cultural total do país. Tudo isto está concatenado. Poderiamos-lhe chamar colonialismo versom europeia”), a independência como única opçom democrática (“Opto pola independência total. Independência até para cedê-la ou para negociá-la. Na Europa desde logo seria melhor ser um estado que umha regiom da Espanha”), a relaçom com a lusofonia (“Por outra parte, há que primar por todos os meios a relaçom com Portugal por razões culturais, geopolíticas e de contrarrestas as forças centrípetas e também por razões económicas”) e mesmo a situaçom da universidade galega (“A universidade sempre foi um factor colonizador. Sempre o foi e segue-o sendo mas hoje em dia nom se vê resposta”)

Leia mais...
 

Formaçom

Fragmentos de uma entrevista de Neira Vilas a Luís Soto gravada em 1977

Luís Soto: “A Castelão e a mim figeram-nos membros  de honra da Federação Mundial de Sociedades Negras”

 

ImageNeira Vilas: Qual era a missão concreta que o governo da República lhe encomendou a Castelão em Cuba o ano 1938?

Luís Soto: “Castelão, junto com Virgínia, a sua dona, acabava de voltar da União Soviética, aonde foram no verão desse ano, numa comissão presidida por outro galego, Galhoso, de Ourense. Castelão manifestava-se mui bem impressionado por aquela visita. Eu figem-lhe então duas intervius, uma em Frente Rojo e outra em Nova Galiza, periódico do 5.º Corpo de Exército, que se publicava no frente e que eu dirigia. Sobre esta viagem dizia-me, entre outras cousas: “Se o experimento social feito polo povo da URSS, tão transcendente e significativo, tivesse fracassado, teríamos de estar sempre agradecidos a este povo maravilhoso e a esse partido tão certeiro e inteligente, que se sacrificava pola paz e pola liberação da classe trabalhadora. Mas como este experimento trunfou definitivamente, estenderá-se polo mundo inteiro e temos de seguir este espelho e este exemplo”.
 
Leia mais...
 

Calendário

Fevereiro 2010
D S T Q Q S S
311 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
28 1 2 3 4 5 6
Esse mes

Ligaçons

 

 

 

 

 

Centros sociais

Centro Social Roi Soga

Centro Social A Cova dos Ratos

Centro Social A Formiga

  

Centro Social A Fouce

Centro Social Aguilhoar

Associaçom Cultural Alto Minho

A Revolta

Centro Social Arrincadeira

Fundaçom Artábria

A Tiradoura

Centro Social A Treu

Local Social Aturuxo

Baiuca Vermelha

A Casa Encantada

Centro Social Henriqueta Outeiro

Local Social Faísca

Centro Social A Gentalha do Pichel

Centro Social O Fresco

Centro Social Revira

Sociedade Cultural e Desportiva do Condado