| 18 dias em greve |
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| 25 de Xuño de 2009 | |
Trabalhadores do metal continuam nas ruas entre violência policial e intoxicaçom mediática
Cada novo dia de protestas começa com concentraçons de trabalhadores a primeira hora nas portas dos asteleiros. Ao estar convocado todo o sector também houbo grupos de trabalhadores no resto de fábricas. No caso de Citroën som arredor das 4:00hh da madrugada quando se reunem na entrada. Lá estava, também, a polícia. Este foi a primeira “intervençom” das Forças e Corpos de Segurança do Estado. Quatro horas depois, arredor das 8:00hh, esta vez no asteleiro de Metalships, em Teis, de novo a polícia, às ordes da Delegaçom do Governo espanhol na Galiza. Comezou presionando com identificaçons e registros de carros, finalmente volverom sacar as porras. As fontes policiais argumentam que “o único que se fixo foi restabelecer a normalidade”. Arredor das duas da tarde, de novo em Citroën, volveu haber carga e disparos com pelotas de goma, um dos quais bateu numha vizinha da zona que passava por diante. Os trabalhadores defenderom-se emborcando contentores e guindando pedras. Nas últimas semanas houbo já vários feridos a maus dos anti-distúrbios que mantenhem umha actitude de ataque e agressom em todo momento. A patronal “Estamos com a água ao pescoço”, Estas som declaraçons dos empresarios de Hijos de J. Barreras, Metalships, Vulcano, Freire, M.Cíes, Cardama, Armada e Factoria Naval Marín, os oito asteleiros, na roda de imprensa realizada antonte desde as instalaçons do Club Fianciero de Vigo. As empresas acumulam penalizaçons por 1.000 milhons de euros a causa dos atrasos nas entregas, e segundo eles, podem ir à creba um tras do outro. O presidente de Barreras, José Francisco González Viñas, chegou a dizer "A margem de maniobra para superar esta situaçom é de horas. É necessário começar a trabalhar as 24 horas seguidas para salvar os contratos, senom viviremos unha creba em cadeia de todos os asteleiros". E remarcou “fomos avisando do estrangulamento financeiro que sufriam as nossas empresas”, chegando a lamentar “vimo-nos desarroupados desde o ponto de vista produtivo e nom puidemos cumprir coas nossas obrigas que som sagradas em este negócio”. Na sítuaçom de afogo económico dos seus empregados nom repararom. A respeito de estas declaraçons, Antolim Alcántara, representante da CIG, aclarou que a culpa da situaçom é dos empresários, e questionou se "prefiren ver caer o sector antes que chegar a um acordo?". UGT e CCOO Os sindicatos amarelos nom apoiarom a convocatória de paro para todo o sector. UGT limitou-se aos trabalhadores afectados polo convénio. Comisiones Obreras chegou a desmarcar-se da greve totalmente. O seu representante Ramom Sarmiento, declarou estar avaliando a proposta da Junta, que considera “bastante positiva” a pesar de que nom chega aos mínimos esigidos polos trabalhadores. Porém, onte tivo que rectificar depois de ter umha assembleia com os trabalhadores na que se decidiu seguir nas mobilizaçons. Intoxicaçom mediática O tratamento que esta a receber o conflito, apupado polo Governo e pola patronal procura a divisom social acusando de “vándalos” e “agitadores” aos trabalhadores que reclamam os seus direitos na rua. Ao mesmo tempo, justifícam-se as posturas policiais e políticas de ataque, num intento de que na luita nom saiam ganhando os operários, polo precedente que sentariam num momento de tensom social como o actual. Agora, umha vez que UGT e CCOO se submeterom à vontade da patronal os medios mais espanholistas aproveitam para intoxicar sobre o papel da CIG. Alguns meios como o diario “El Correo Gallego” nom agocham a sua connivência com a ultra-direita. Ligam a resposta contundente na rua e o carácter nacional e de clase da Central Intersindical Galega como a causa do problema e nom com a conseqüência, desviando por tanto, a atençom dos verdadeiros culpáveis. |
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| Última Atualização ( 25 de Xuño de 2009 ) |
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Hoje som já 18 os dias de mobilizaçons que levam os trabalhadores dos asteleiros. 18 dias sem salário. O clima é de máxima tensom e já se escuitam voces pedindo greve geral. A polícia espanhola tomou a cidade com centos de anti-distúrbios que rodeiam em todo momento as manifestaçons e cargam contra os operários para evitar piquetes, cortes de tráfico ou qualquer outra acçom popular.
“Estamos com a água ao pescoço”, Estas som declaraçons dos empresarios de Hijos de J. Barreras, Metalships, Vulcano, Freire, M.Cíes, Cardama, Armada e Factoria Naval Marín, os oito asteleiros, na roda de imprensa realizada antonte desde as instalaçons do Club Fianciero de Vigo.
Seguimos trazendo de novo à luz conteúdos do periódico Gralha que, além do seu evidente interesse histórico, continuam a apresentar certa vigência no actual cenário político. É este o caso da entrevista a Ramom Lôpez-Suevos, do outono de 1997, no que se debulham temas de inegável importância 13 anos depois: a evaporaçom ideológica do nacionalismo institucional (“Começando polo Bloco, dizer que hoje é mais um partido do sistema onde nom se aprecia ideologia nenhuma”), a obsolescência dos partidos (“nos últimos anos, as únicas cousas interessantes nascérom à margem dos partidos, desde o reintegracionismo até o movimento de insubmissos”), a dissociaçom entre ideologia de vida e ideologia eleitoral (“Umha das cousas mais interessantes a dizer do nacionalismo nos últimos anos é que quanto mais aumentam os votos menos se nota na gente, por exemplo na evoluiçom da língua”), o colonialismo económico e cultural (“Desde logo há umha subordinaçom económica, umha opressom política e um esmagamento cultural total do país. Tudo isto está concatenado. Poderiamos-lhe chamar colonialismo versom europeia”), a independência como única opçom democrática (“Opto pola independência total. Independência até para cedê-la ou para negociá-la. Na Europa desde logo seria melhor ser um estado que umha regiom da Espanha”), a relaçom com a lusofonia (“Por outra parte, há que primar por todos os meios a relaçom com Portugal por razões culturais, geopolíticas e de contrarrestas as forças centrípetas e também por razões económicas”) e mesmo a situaçom da universidade galega (“A universidade sempre foi um factor colonizador. Sempre o foi e segue-o sendo mas hoje em dia nom se vê resposta”)