|
|
14 de Xullo de 2009 |
O conflito de Caramelo entra numha fase decisiva  A luita obreira do têxtil crunhês entra numha fase chave. Na série de reunions iniciadas há uns dias, decidirá-se se em que termos se assume o projecto de reconversom de plantilha oferecido pola empresa, e matizado polas forças sindicais. A CIG está-se a demonstrar como a central mais recelosa à hora de assumir um recurte que nom garanta um futuro minimamente digno para as trabalhadoras do têxtil.
Como é habitual nestes dias, marcados ainda pola pegada da greve do metal viguês, os meios empresariais e a mesma empresa culpam a CIG de “posiçons imobilistas” que danariam o conjunto da classe trabalhadora. Numha curiosa inversom da realidade, apresentam como o mais desejável para a sociedade galega que os trabalhadores assumam o recorte de direitos para “poderem trabalhar”. Culminaria assi o processo de recorte iniciado há duas décadas, promovido polo PSOE e continuado polo PP. E sem embargo, a imprensa ignora que as trabalhadores refrendárom um plano de baixas voluntárias. O desacordo está no número de mensalidades com que a empresa compensaria as baixas. Portanto, neste conflito a classe obreira nom está numha posiçom de ofensiva equivalente ao metal viguês. Em contra dos obreiros e obreiras joga também a nova Junta. Se a anterior se caracterizava pola ambigüidade calculada, este executivo está abertamente em favor do empresariado. O conselheiro de Indústria e Economia, Javier Guerra, está directamente envolvido na indústria têxtil.
Adiamento.
As trabalhadoras venhem de adiar a greve convocada para hoje, apresentando umha nova contraproposta negociadora. O volume das indemnizaçons volve a ser o aspecto mais polémico. Lembremos que ambas as partes levam dous meses de negociaçom para alcançar um acordo sobre este ponto. CIG reconhece falta de unanimidade.
Contra as acusaçons de dureza e imobilismo realizadas contra a CIG, Dores Martínez, secretária comarcal no têxtil corunhês, reconheceu o esforço na elaboraçom da contraproposta: “foi assumida por CIG, CCOO e comité de empresa”. Porém, a sindicalista reconheceu também que muitas trabalhadoras nom estavam de acordo na cessom, e queriam um outro acordo. No que houvo unanimidade foi na decisom de adiar a greve.
Se a empresa nom assumir esta contraproposta, todas as fontes apontam que se reiniciariam as mobilizaçons.
|
|
|
Opiniom
Entrevista a Ramom Lôpez-Suevos em Gralha
 Seguimos trazendo de novo à luz conteúdos do periódico Gralha que, além do seu evidente interesse histórico, continuam a apresentar certa vigência no actual cenário político. É este o caso da entrevista a Ramom Lôpez-Suevos, do outono de 1997, no que se debulham temas de inegável importância 13 anos depois: a evaporaçom ideológica do nacionalismo institucional (“Começando polo Bloco, dizer que hoje é mais um partido do sistema onde nom se aprecia ideologia nenhuma”), a obsolescência dos partidos (“nos últimos anos, as únicas cousas interessantes nascérom à margem dos partidos, desde o reintegracionismo até o movimento de insubmissos”), a dissociaçom entre ideologia de vida e ideologia eleitoral (“Umha das cousas mais interessantes a dizer do nacionalismo nos últimos anos é que quanto mais aumentam os votos menos se nota na gente, por exemplo na evoluiçom da língua”), o colonialismo económico e cultural (“Desde logo há umha subordinaçom económica, umha opressom política e um esmagamento cultural total do país. Tudo isto está concatenado. Poderiamos-lhe chamar colonialismo versom europeia”), a independência como única opçom democrática (“Opto pola independência total. Independência até para cedê-la ou para negociá-la. Na Europa desde logo seria melhor ser um estado que umha regiom da Espanha”), a relaçom com a lusofonia (“Por outra parte, há que primar por todos os meios a relaçom com Portugal por razões culturais, geopolíticas e de contrarrestas as forças centrípetas e também por razões económicas”) e mesmo a situaçom da universidade galega (“A universidade sempre foi um factor colonizador. Sempre o foi e segue-o sendo mas hoje em dia nom se vê resposta”) |
|
Leia mais...
|
|
Formaçom
Luís Soto: “A Castelão e a mim figeram-nos membros de honra da Federação Mundial de Sociedades Negras”
Neira Vilas: Qual era a missão concreta que o governo da República lhe encomendou a Castelão em Cuba o ano 1938?
Luís Soto: “Castelão, junto com Virgínia, a sua dona, acabava de voltar da União Soviética, aonde foram no verão desse ano, numa comissão presidida por outro galego, Galhoso, de Ourense. Castelão manifestava-se mui bem impressionado por aquela visita. Eu figem-lhe então duas intervius, uma em Frente Rojo e outra em Nova Galiza, periódico do 5.º Corpo de Exército, que se publicava no frente e que eu dirigia. Sobre esta viagem dizia-me, entre outras cousas: “Se o experimento social feito polo povo da URSS, tão transcendente e significativo, tivesse fracassado, teríamos de estar sempre agradecidos a este povo maravilhoso e a esse partido tão certeiro e inteligente, que se sacrificava pola paz e pola liberação da classe trabalhadora. Mas como este experimento trunfou definitivamente, estenderá-se polo mundo inteiro e temos de seguir este espelho e este exemplo”. |
|
Leia mais...
|
|
|
|
|