|
|
31 de Outubro de 2007 |
Assembleia geral do estudantado da USC decide linha de luita contra Bolonha A reuniom que juntou hoje em Magistério a preto de 300 estudantes, tivo que celebrar-se, na maior parte do seu tempo, nas escaleiras do recebedor da faculdade, devido à negativa do decanato a ceder a Aula Magna. Entre a assistência valorou-se a participaçom de gente nova e sem experiência organizativa, além do estudantado organizado. Tampouco passou desapercebida a presença de algums agentes da polícia à paisana. Porém, valorou-se mui positivamente polas decisons acordadas. Realizarom-se diferentes propostas de trabalho para este curso, aprovou-se um regulamento interno -no que se determina, entre outras cousas, a possibilidade de participaçom de todo o estudantado de jeito pessoal, mas sem presença de siglas políticas-. As esigências mínimas acordadas destacam o carácter público e a necesidade de participaçom directa do alunado nas decisom da Universidade.
Reproduzimos as principais reivindicaçons: “1-Esigimos umha universidade pública, galega e de qualidade sem intromissom de capital privado, e a anulaçom dos convénios com empresas privadas existentes a dia de hoje. 2-Garantir o sistema de bolsas públicas e a proibiçom de entidades públicas ou privadas que oferezan créditos como alternativa de finançamento, no caminho de esigir um ensino gratuito e um sistema de ajudas que permita o acceso á universidade a toda a povoaçom. 3-Esigimos que a oferta académica nom se reja por critérios de inserçom laboral assim como por regras empresariais e de mercado, senom baseando-se nas necesidades da realidade social do País. 4-Garantir um sistema de residências público suficiente para abarcar as necesidades de todo o estudantado. 5-Eliminaçom dos "numeros clausus" (límites de praças). 6-O sistema de créditos deve permitir a nom adicaçom exclusiva aos estudos. Nom aos créditos ECTS e à jornada estudantil de 8 horas. 7-Implantaçom dum sistema universitário em galego e posta em marcha dos mecanismos necessários para que a gente de fora poda aprende-lo. 8-Nom á implantaçom do Posgrau Docente, manténdo-se o CAP. 9-Reconhecimento oficial das assembleia como orgao próprio de decissom do estudantado. 10-Nom ao volcado obrigatório, oferecer os mecanismos necessários para que nengumha pessoa aluna seja perjudicada manténdo-se no antigo plano (perda de créditos, etc...) 11-Incompativilidade da docência no ensino público e privado. 12-Creaçom dum sistema de créditos de livre configuraçom com horários mais flexíveis. 13-Cámbio na gestiom económica do sistema de prácticas, é dizer, que sejam remuneradas e que nom haja que pagar para acceder a elas, cumhas condiçons laborais dignas. 14-Incremento das praças de investigaçom reguladas baixo contrato laboral digno, em troques do actual regido polas bolsas.” O acto concluiu arredor das seis e meia da tarde, e já se convocou a seguinte assembleia, que será a próxima terça-feira, dia 6 de Novembro, na faculdade de Direito. |
|
Última Atualização ( 01 de Novembro de 2007 )
|
|
|
Opiniom
Entrevista a Ramom Lôpez-Suevos em Gralha
 Seguimos trazendo de novo à luz conteúdos do periódico Gralha que, além do seu evidente interesse histórico, continuam a apresentar certa vigência no actual cenário político. É este o caso da entrevista a Ramom Lôpez-Suevos, do outono de 1997, no que se debulham temas de inegável importância 13 anos depois: a evaporaçom ideológica do nacionalismo institucional (“Começando polo Bloco, dizer que hoje é mais um partido do sistema onde nom se aprecia ideologia nenhuma”), a obsolescência dos partidos (“nos últimos anos, as únicas cousas interessantes nascérom à margem dos partidos, desde o reintegracionismo até o movimento de insubmissos”), a dissociaçom entre ideologia de vida e ideologia eleitoral (“Umha das cousas mais interessantes a dizer do nacionalismo nos últimos anos é que quanto mais aumentam os votos menos se nota na gente, por exemplo na evoluiçom da língua”), o colonialismo económico e cultural (“Desde logo há umha subordinaçom económica, umha opressom política e um esmagamento cultural total do país. Tudo isto está concatenado. Poderiamos-lhe chamar colonialismo versom europeia”), a independência como única opçom democrática (“Opto pola independência total. Independência até para cedê-la ou para negociá-la. Na Europa desde logo seria melhor ser um estado que umha regiom da Espanha”), a relaçom com a lusofonia (“Por outra parte, há que primar por todos os meios a relaçom com Portugal por razões culturais, geopolíticas e de contrarrestas as forças centrípetas e também por razões económicas”) e mesmo a situaçom da universidade galega (“A universidade sempre foi um factor colonizador. Sempre o foi e segue-o sendo mas hoje em dia nom se vê resposta”) |
|
Leia mais...
|
|
Formaçom
Luís Soto: “A Castelão e a mim figeram-nos membros de honra da Federação Mundial de Sociedades Negras”
Neira Vilas: Qual era a missão concreta que o governo da República lhe encomendou a Castelão em Cuba o ano 1938?
Luís Soto: “Castelão, junto com Virgínia, a sua dona, acabava de voltar da União Soviética, aonde foram no verão desse ano, numa comissão presidida por outro galego, Galhoso, de Ourense. Castelão manifestava-se mui bem impressionado por aquela visita. Eu figem-lhe então duas intervius, uma em Frente Rojo e outra em Nova Galiza, periódico do 5.º Corpo de Exército, que se publicava no frente e que eu dirigia. Sobre esta viagem dizia-me, entre outras cousas: “Se o experimento social feito polo povo da URSS, tão transcendente e significativo, tivesse fracassado, teríamos de estar sempre agradecidos a este povo maravilhoso e a esse partido tão certeiro e inteligente, que se sacrificava pola paz e pola liberação da classe trabalhadora. Mas como este experimento trunfou definitivamente, estenderá-se polo mundo inteiro e temos de seguir este espelho e este exemplo”. |
|
Leia mais...
|
|
|
|
|