| Contra o capitalismo verde |
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| 15 de Febreiro de 2009 | |
Nem capitalismo verde nem desenvolvimento sustentável. A nossa defesa da TerraSara Moreiras O ecologismo é o principal agente da censura da crítica social latente na luita contra os fenómenos nocivos, é dizer, essa ilusom segundo a qual se poderim condenar os resultados do trabalho alienado sem atacar o próprio trabalho e a sociedade fundada na sua exploraçom. Agora todos os homens de Estado se tornam ecologistas, os ecologistas nom duvidam em declarar-se partidários do Estado... Os ecologistas som no terreno da luita contra os fenómenos nocivos, o que som no terreno das luitas obreiras os sindicalistas: meros intermediários interessados na conservaçom das contradiçons cuja regularizaçom eles mesmos asseguram... meros defensores do quantitativo quando o cálculo económico se estende a novos domínios (o ar, a água, os embrions humanos, a sociabilidade sintética, etc.); em definitiva, som os novos comisionistas da submisom à economia, o preço da qual há de integrar agora o custo de “um entorno de qualidade”. Já podemos vislumbrar umha redistribuiçom do território entre zonas sacrificadas e zonas protegidas, coadministrada por expertos “verdes”, umha divisom espacial que regulará o acesso hierarquizado à mercadoria-naturez.“Mensagem dirigido àqueles que nom querem administrar a nocividade senom suprimi-la”, La Encyclopédie des Nuisances, 1990. No processo de desarticulaçom social e empobrecemento mobilizador da Galiza recente, um processo de tomada de consciência situa o contraponto: a crescente organizaçom em defesa da Terra. Podemos topar o ponto de inflexom na luta de massas contra a maré negra em 2002, derivada, trás as doses abundantes de narcose política, numha viçosa ramificaçom de colectivos de base. Associaçons vicinais, grupos de ámbito local, pequenas agrupaçons anticapitalistas, plataformas cidadás... por baixo da terra queimada estabelecida polos dirigentes da “alternáncia eleitoral”, desenvolveu-se um trabalho subterráneo, descentralizado e interconectado mui precariamente, que hoje ganha dimensom nacional. “Galiza nom se vende” é o fruto desta década curta de tomada de consciência ecologista. Os seus traços –bons e maus– som os do nosso tempo: assunçom da identidade galega e do valor do território como quadro identitário; afastamento cada vez maior das burocracias; desconfiança aberta com os aparelhos de representaçom política (incluídos os da extrema esquerda); lógica da colaboraçom estabelecida a partir de problemáticas comuns e do diálogo executório, mais que em minuciosas discussons programáticas. Com toda a sua verdade e toda a sua força mobilizadora, evitemos também umha pobre idealizaçom dos movimentos. Em muitas ocasions, as lutas livradas em defesa do território som incapazes de enunciar um interesse universal (ou digamos um interesse galego). Na salvaguarda da sua parcela, do seu particular mundo da vida, a vizinhança organizada peleja polos preços do solo (desvantajosos para o particular, face a voracidade das construtoras); ou bem pede umha mudança de traçado dumha infraestrutura nociva, sem se preocupar com que essa mesma obra estrague o meio natural e social dum assentamento vizinho. Estas contradiçons existem. Nom som produto, com diz tantas vezes a esquerda progressista mais autosuficiente, dum défice de consciência política, nem do escurantismo do rural, nem do egoísmo dos proprietários; antes bem, trata-se da consequência directa dum sistema tecnocapitalista que rouba e oferece, expólia e seduz, genera descontentamentos e oferece dependências insalváveis. Nenhuma porçom importante do povo galego –ao contrário que há três, quatro décadas– vive longe da economia monetária, aproveita os montes comunais para a reproduçom da casa, vive à margem do espectáculo mediático, ou pode prescindir das grandes infraestruturas de transporte para se deslocar ao centro de trabalho. Se nom existe nenhum espaço puro do anticapitalismo teórico, nenhum limbo de pureza onde ensaiar as ideias subversivas, nom lho exijamos a quem, quanto menos, se atreveu a dar um primeiro passo para se pôr a lutar. De partida, os colectivos que citámos romperam umha barreira importante: a da indolência, a da toleráncia sem limite com a desfeita, a do consentimento desarmado com a mentira, a da espectaçom. Começando a caminhada, descobrírom o papel do conglomerado mediático, as actuaçons da polícia política, ou as limitaçons dos burocratas. Iniciárom um espaço público e a partir de aqui –prenhada de contradiçons e insuficiências– começa a acçom. Capitalismo verde e desenvolvimento sustentável: administrar a desfeita Claude Grignon diz que nom há dous tipos de mobilizaçons mais diferentes do que a do campesinato e as estudantis. Nas tratoradas, nos assaltos a centrais leiteiras, os camponeses, atados ao imediatismo de terem que solucionar problemas que atentam directamente contra o seu pam, carecem dos instrumentos simbólicos necessários para enquadrar as suas luitas numha cartografia política: o tabuleiro de jogo. As mobilizaçons estudantis som o contrário: a hiperinflaçom simbólica, a radicalidade nas consignas, é correlativa à falta de compromisso das luitas –num campo mais das ideias do que das necessidades imediatas– que rematam com as férias do Verao. No terreno do ecologismo o hiato entre a luita vital da paróquia à que lhe expropriam o monte e a luita pola paisagem do urbanita é cada vez mais acusado. Para gestionar essas contradiçons nasce um ecologismo colaboracionista, último estandarte da missom civilizatória do Capital, que, embora seja num estado “terciarizado” deste, penetra nas últimas fragas e vales do país para torná-las salváveis por obra e graça do seu valor turístico. Nas representaçons mentais que nos fazemos do capitalismo predomina a imagem das factorias industriais da Inglaterra do século XIX, fazendo esquecer que a “posta em valor” dumha zona de montanha –a declaraçom de território de “interesse turístico”– é, com um envelope verde, a arma de penetraçom do capital em todas as esferas da vida nessa montanha. A instalaçom de indústria no rural é olhada polos “renegados do arado” como um atentado à paisagem e meio ambiente, enquanto os moradores do agro vêem nela umha opçom, a menos má, para fixar populaçom e que a mocidade nom emigre às cidades. Por umha banda, o governo ofecere umha eutanásia dosificada para um rural que finaria autoconsumido com os seus próprios recursos: a vida da paróquia e da canteira da pizarra vam da mao. Pola outra, o movimento ecologista gesta-se a centos de quilómetros da zona a proteger, e nom é mui distinto da associaçom vicinal que protesta pola destruiçom dum parque no centro. Se para uns a destruiçom dum território é retrasmitida em directo, as imagens da barbárie som recebidos quase como dados que justificam melhor o “altruismo” da nossa causa; para os outros é a perda do seu meio vital e a geografia das suas emoçons e vidas. Di o antropólogo Marcial Gondar que no mundo rural galego “nom há história, há paisagem. Os paisanos integram os seus mitos, as suas lendas, a sua história na paisagem. Associam a um muro, a umha pedra, a umha árvore e a outros elementos as suas vivências, de jeito que de metere umha paleadora e desfazer a paisagem está a ser alterada a memória da gente. Projectos assim [refere-se à construçom dumha autovia] fam das pessoas emigrantes no seu próprio território, porque o mundo novo que se lhes oferece já nom lhes di nada.” Com a política ecologista das “zonas protegidas” é mui crítico o “amigo de Ludd” Rodrigo Mora: O que está a ser preservado pola “gestom da sustentabilidade” [...] nom som todos os sistemas biológicos ainda existentes senom só aquilo que tem interesse estratégico ou valor mercantil. Nada mais. O que nom seja útil para acumular mais poder ou para incrementar a quota de ganhos da empresa capitalista está a ser entregado ao proteccionismo assistencial, a cargo do Estado, ou singelamente destruído. [...]O capitalismo verde nom é mais do que umha forma melhorada de exploraçom e penetraçom do capital em esferas, neste caso territoriais (o rural) mas também sociais (a paróquia), nas que até o de entom era tabu. Como em todos os momentos de reformulaçom do capital, há umha vanguarda jacobina que em nome dos oprimidos e oprimidas ajusta a maquinária em novas formas de dominaçom. Na actualidade, com toda a boa intençom do mundo, um ecologismo de cidade, consumidor de paisagem, nom só nom impede a destruiçom da Terra senom que colabora com ela, gestionando eficazmente as resistências. Se o impulso à luita é umha grande barbárie espectaculirazada retransmitida por tevê, corremos o risco de que o compromisso remate com o informativo. Noutras partes, porém, há gente que por muito que prima o botom de off o pesadelo continua a destruir o seu mundo, e é aí onde há que actuar, onde a paisagem nom é mais umha mercadoria senom um microcosmos. De outro jeito, o ecologismo nom será mais do que o escándalo perante a destruiçom de umha mercadoria especialmente bela. A luta das ideias Sabemos bem que o trajecto dumha luta depende da clareza dos pressupostos de partida. Assaltados por milheiros de significantes, interpelados polas modas ideológicas, prontos a receber o último “-ismo” salvador que acode ao nosso auxílio, andamos ansiosos e confusos. No poço sem fundo da esquerda virtual, nos seus tochos e na sua teatralidade internáutica, andamos a procurar o comboio que nos leva a destino certo. No entanto, a realidade segue a degradar-se, a naçom rui por toda parte, e a frustraçom aumenta. Como explicou certeiramente Santiago Alba, enunciamos as nossas verdades a bombo e platilho, sem entraves, mas a internacional da injustiça avança mais eficaz e mais rapidamente que nós, e essa é umha das razons dos degaros frustrados que atenaçam gravemente a esquerda. Nom, nom podemos viver consumidos por captar a novidade, subir a todos os comboios, e decifrar umha realidade que nom damos processado por completo, dada a velocidade das mudanças. Partamos entom de ideias concretas, ideias concisas, ideias modestas. Trincheiras firmes das que tracejar umha vida digna e umha luta exemplar, na que muitos podam olhar-se. Por palavras dum activista, doravante, “a luta por salvar a natureza nom vai ser distinta da luta por salvar a vida”. Porque se nos distanciamos prudentemente das teses apocalípticas que situam a queda deste modelo social e económico para passado-amanhá, também assumimos que os momentos que vivemos som de grande importáncia. Os sintomas de decadência do mercado total estám a assomar, para padecermo-los já nas nossas carnes. Os sintomas preanunciam umha doença grave. Penúria material, descomposiçom dos valores e niilismo, violência institucional, obstáculos sérios para a sobrevivência, catástrofes naturais e Estado penal. Som as linhas fortes dos tempos de crise energética e crise financeira. Se atendermos aos indicativos que alumam um bocado este panorama confuso, nom há lugar à dúvida. A militáncia, neste sentido, deixa de ser pensamento joguetom e descompromissado, a “revoluçom de fim de semana” com a que definia Günter Anders o activismo da classe média alemá. Mais bem, no extremo contrário, a implicaçom social é o acópio dum pequeno kit de salvamento, a construçom dumha balsa, a optimizaçom dumhas ferramentas colectivas que garantem –aqui e agora– a vida digna e a vida em luita. Portanto, damos já com umha primeira ideia forte: a defesa da Terra nom pode enquadrar-se na militáncia-lazer, nem na militáncia-diversom, nem na militáncia-paliativo dos excessos do poder. Terá que ser sobrevivência e compromisso da alma. Ao contrário do que predica repetitivamente o ecologismo, nom estamos a salvar paisagens belidas, ares puros para respirar no fim de semana, nem “património cultural” para captar com cámara de fotos. Estamos a salvar os fundamentos da vida pessoal e colectiva que som, num sentido nom monetário, riqueza. O ecologismo da contemplaçom, dos parques naturais e da “wilderness” nom deixa de ser a sobrecompensaçom das classes médias urbanas, o sonho dum meio ambiente impoluto a gozar nos tempos livres, e a andrómena dumha natureza agarimosa e tenra que acode a visitar, perfeitamente protegida, a aborrecida sociedade de serviços. Nom, se dizemos que a natureza é riqueza, dizemos que é base da sobrevivência. Numha banda, situam-se quem a quantificam, a classificam, a devoram e a degradam, salvando a um tempo as suas parcelas para uso de turistas; em outro, quem a aproveitam para viver, quem a domam e a respeitam, quem exploram as suas riquezas superando a abstracçom do valor. Riquezas materiais limitadas para alimentar necessidades limitadas (da alimentaçom ao abrigo); riquezas em forma de saberes, tradiçons e conselhos; riquezas, finalmente, espirituais e culturais, mas que nom tenhem nada a ver com a visom da paisagem-museu, da paisagem administrada e confinada vaziada polos povoadores e comentada por especialistas. Esta nossa riqueza é o espaço material e territorial onde erguemos o foro e a assembleia; onde veneramos os devanceiros; onde tecemos redes de poder que se substraem à territorialidade da circulaçom de mercadorias, dos nom-lugares, das zonas policiais e da televigiláncia. Vem perfeitamente a colaçom esta cita dum líder insurgente caucásico no seu combate à Rússia czarista, pronunciadas quando os povos tinham território de seu bem blindado ao poder: Dizeis que as minhas estradas som más e o meu país intransitável. E é bom: essa é a razom pola qual o poderoso czar branco com todos os seus exércitos que marcham incessantemente contra mim ainda nom conseguem fazer-me nada. Nom me atrevo a comparar-me com grandes soberanos. Mas as minhas estradas, as minhas fragas e montanhas tornam-se mais poderosas do que muitos monarcas. Deveria ungir as minhas árvores com óleo, e misturar a minha lama com mel odorífero, e ornar as minhas rochas com louros, tanto me ajudam na luta pola liberdade do Cáucaso. Eis umha segunda ideia: a luta pola natureza é a luta pola recuperaçom da riqueza comunitária. Riqueza nom monetária, material e espiritual. Alicerce de qualquer estratégia de recuperaçom da autonomia social. Finalmente, umha terceira ideia: a nossa defesa da Terra é indisolúvel da construçom dumha comunidade nacional de resistência. A construçom dum projecto colectivo, semelha obviedade dizê-lo, precisa de base territorial e gestom comunitária da riqueza. Sem isso, como nos adverte adequadamente um dirigente espanhol, nom há soberania possível: hoje é possível ser nacionalista num senso cultural, mas nom político, dada a interrelaçom dos mercados financeiros (Guillermo de la Dehesa, assessor do FMI e especialista em privatizaçom da economia pública). Para lhe dar a razom, umha tropa de burocratas autonomistas, ex-activistas degradados, medianos empresarinhos da miséria e multitude de profissionais da docência. A base social dum nacionalismo plenamente modernizador, empenhado na defesa folclórica e turística da identidade como marca de uso turístico. A Galiza com língua de seu bem aquecida nos departamentos e academias, a do “sistema literário como território independente” (Méndez Ferrín), a dos colunistas dissidentes acobilhados nas páginas da imprensa empresarial. Galiza diferente si, mas dependente dos fluxos desterritorializados do capital através do AVE, do monocultivo de Citröen, das centrais térmicas, de Reganosa e das extensons de eucalipto de Norfol. A que se alimenta de comida de fora; a que veste roupa produzida em obradoiros asiáticos; a que importa carvom, gás e derivados do petróleo para activar a indústria porca, a um tempo que exporta electricidade sem superar os apagons; a que enche o peito com umha “sociedade da informaçom” que depende da proliferaçom de aparelhos nocivos dependentes de transnacionais do saqueio; a que, em rigor, nom daria organizado a sua sobrevivência autónoma num colapso mundial, dado o apagom dos saberes tradicionais que forjaram em séculos a nossa idiosincrassia. Realmente, pouco nos importa se esta ruína social, ambiental e espiritual tem umhas vistas memoráveis a um ou dous parques naturais. Pouco nos importa, dizemos, se a substacçom de território à valorizaçom nom se almeja como umha batalha de reconquista, um pulso prolongado, umha longa marcha que vise o usufruto do território em toda a sua riqueza e até o último milímetro. A defesa da Terra tem que procurar, no seu sentido mais elementar e literal, a independência galega. A vida digna num socialismo que, como disse Bertolt Brech, tem que procurar “o reparto da pobreza”. Os meios necessários Ainda mais repugnante que a saturaçom de ideologias taumatúrgicas, é a proliferaçom de estratégias milagreiras. Dizemo-lo francamente: nom conhecemos as linhas de fuga para salvar a dependência, mas pensamos que a dignidade das pessoas e dos povos nom se negocia. Nom vendemos nada, apenas tencionamos exercer essa dignidade. Esta nossa utopia parece-nos bem mais modesta e bem mais realista que toda a colecçom de mitos da esquerda progressista, a sua “posta em valor da paisagem”, e as suas lamentaçons inocentes polos abusos do mercado. Os meios a disposiçom da comunidade nacional som diversos; complementares por vezes, outros contraditórios. Semelha oportuno dizer, seguindo Rodrigo Mora, que se a recuperaçom dos valores é o fim, também devesse ser o meio. Por outras palavras, a defesa da Terra nom pode brindar a promessa dum amanhá luminoso, senom a proposta dum dia a dia digno e combativo. A prática da assembleia, o diálogo executório e nom especulativo, a socializaçom de saberes tradicionais e modernos, a peleja contra a representaçom e as litúrgias da política, com as suas conseguintes superofertas de salvaçom terrena. Podem-se defender espaços ameaçados –que som espaços sociais e nom paisagísticos–, como se podem erguer novas zonas próprias, comunitárias e auto-administradas. Sempre conhecendo que nos enfrentamos a um poder violento, mentireiro e educado historicamente na repressom, que tivo na contra-imagem do galego especulativo, morrinhento e pacífico o seu melhor aliado. Banir a imagem vitimária do galeguinho impotente é banir o capitalismo verde, o ecologismo de classe média dos excursionistas da política. Na Terra, Fevereiro de 2009. Podes descarregar cá em pdf.: http://www.megaupload.com/?d=ALVX7YEC |
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| Última Atualização ( 15 de Febreiro de 2009 ) |
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O ecologismo é o principal agente da censura da crítica social latente na luita contra os fenómenos nocivos, é dizer, essa ilusom segundo a qual se poderim condenar os resultados do trabalho alienado sem atacar o próprio trabalho e a sociedade fundada na sua exploraçom. Agora todos os homens de Estado se tornam ecologistas, os ecologistas nom duvidam em declarar-se partidários do Estado... Os ecologistas som no terreno da luita contra os fenómenos nocivos, o que som no terreno das luitas obreiras os sindicalistas: meros intermediários interessados na conservaçom das contradiçons cuja regularizaçom eles mesmos asseguram... meros defensores do quantitativo quando o cálculo económico se estende a novos domínios (o ar, a água, os embrions humanos, a sociabilidade sintética, etc.); em definitiva, som os novos comisionistas da submisom à economia, o preço da qual há de integrar agora o custo de “um entorno de qualidade”. Já podemos vislumbrar umha redistribuiçom do território entre zonas sacrificadas e zonas protegidas, coadministrada por expertos “verdes”, umha divisom espacial que regulará o acesso hierarquizado à mercadoria-naturez.
Cando de fala de galeguismo, fálase de tamén de autonomia de federalismo e de arredismo; e técense arredor desdes conceitos moitas espricacións, o que fai pouco menos que imposible entendelos craramente. As Mocedades, que manifestémonos decote arredistas, coidamos necesario aclarar o siñificado que teñen para nós os devanditos conceitos. E a elo imos.